segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Sindrome de Down (O oitavo Dia)

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Em sessão solene, deputados pedem respeito aos direitos dos deficientes físicos

A Câmara fez hoje (19) uma sessão solene para lembrar o Dia Nacional da Luta das Pessoas com Deficiência, comemorado no dia 21 de setembro. A Casa conta com três deputados portadores de deficiência: Rosinha do Adefal (PTdoB-AL), Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Walter Tosta (PMN-MG).

“Todos mostramos que somos aptos para a missão à que fomos aclamados. Mesmo com preconceito e discriminação, chegamos ao Parlamento do país”, destacou Rosinha do Adefal. Ela agradeceu aos parlamentares que os antecederam e aos integrantes de movimentos sociais em favor da pessoa com deficiência, que lutaram pela igualdade de direitos e fim do preconceito. “Cada um dos que lutaram contra o preconceito e a discriminação nos ajudou a chegar até aqui.”

O deputado Amauri Teixeira (PT-BA) ressaltou que o número de deputados com deficiência é pequeno diante do total de 513 parlamentares na Casa. “Esta Casa não reflete o quadro brasileiro de quase 1 milhão de deficientes desse país. Os três representantes são cadeirantes. Não temos representante dos deficientes visuais, [pessoas] com de Síndrome de Down ou com outras deficiências. Mas é simbólico”, disse.

Entretanto, o deputado destacou que a Casa não fez as adaptações necessárias para garantir o acesso dos deficientes à Mesa no plenário. A deputada Rosinha do Adefal precisou ser carregada por seguranças para poder subir à Mesa. “Subi aqui carregada, correndo o risco de cair, para chamar atenção. É bom que o Brasil inteiro saiba que, apesar da nossa presença, ainda não conseguimos a reforma total desse plenário”, disse a deputada.

O autor do requerimento para a realização da sessão solene, deputado Eduardo Barbosa (PSDB-MG), lembrou que ainda hoje há uma dívida social com o deficiente. “Em meados do século 20, faltavam direitos assegurados em lei. Não havia debates sociais e políticas públicas a respeito das pessoas com deficiência. Essa carência impôs sérias dificuldades em se fazer cobranças para que os direitos hoje assegurados sejam cumpridos em sua totalidade”, disse, ao lembrar que foi a partir da Constituição de 1988 que as políticas públicas para os deficientes começaram a ser garantidas.

Na sessão solene, foram entregues diversos títulos de honra ao mérito para entidades que lutam em favor dos deficientes, como a Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) e a Associação Pestalozzi.


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quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Genética ajuda a entender por que autismo é mais comum em meninos


Desequilíbrio entre os hormônios sexuais pode desestabilizar produção enzimática e influenciar o transtorno
 
Apesar de as causas do autismo ainda não estarem totalmente esclarecidas, diversas pesquisas indicam que hormônios sexuais podem contribuir para sua ocorrência, já que o distúrbio é quatro vezes mais comum em meninos. Agora, um estudo publicado peloPLoS ONE mostra que interações genéticas ajudam a entender alguns dos principais sintomas e explicar essa discrepante prevalência em crianças do sexo masculino.


A bióloga Valerie Hu, do Centro Médico da Universidade George Washington, e sua equipe descobriram que o gene retinoic acid-related orphan receptor-alpha (Rora, na sigla em inglês), que controla a produção de aromatase – uma enzima pouco presente em pessoas com autismo –, interage com o estrogênio e com a testosterona encontrados no cérebro.


Após analisar células neurais de doadores autistas já falecidos, os pesquisadores descobriram que quanto mais testosterona havia, menos ativo era o Rora – o que leva à diminuição de aromatase, responsável por converter testosterona em estrogênio. Em geral, o equilíbrio entre os hormônios sexuais regula a atividade do Rora e mantém os níveis de produção enzimática estáveis, mas uma pequena alteração pode desarticular todo o circuito. Pesquisas mostram também que camundongos desprovidos desse gene se fixam demoradamente em objetos e apresentam comportamento explorador limitado, como a maioria dos autistas.


Os autores do trabalho sugerem que esse desequilíbrio em cadeia possa ser uma das causas do distúrbio e que altos níveis do hormônio feminino estrogênio poderiam evitar o transtorno. “Eu não creio que um único gene responda a todas as questões, mas entender mais sobre o Rora sem dúvida pode ser um caminho”, reforça Valerie.

Fonte:    http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/genetica_ajuda_a_entender_por_que_autismo_e_mais_comum_em_meninos.html
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terça-feira, 6 de setembro de 2011

Mais uma vez a tecnologia ajuda as pessoas com deficiência. Dessa vez, é por meio do Bluetooth


           Se já é possível o uso de streaming sem fio para tantas coisas, estava na hora de poder ser usado também para quem precisa - e muito: os deficientes auditivos. O Centro Auditivo Telex lançou o ConnectLine, um acessório para aparelhos auditivos que utiliza tecnologia wireless e proporciona liberdade, conforto e máxima qualidade sonora para quem não ouve bem.

         O ConnectLine dá liberdade para usuários de aparelhos auditivos que gostam de ver televisão, jogar videogames, ouvir sons pelo computador ou falar em telefones fixos e móveis. O sistema inclui o ConnectLine TV, o ConnectLine Telefone e ainda o acessório Streamer, com tecnologia Bluetooth, necessário para fazer a conexão entre o usuário e os aparelhos de TV e telefone.

           Os interessados podem adquirir o ConnectLine TV ou Telefone (sempre junto com o Streamer) ou obter o kit completo, em qualquer uma das 70 lojas da Telex espalhadas pelo Brasil.
Com o acessório Streamer pendurado discretamente no pescoço ou até dentro da roupa, o deficiente auditivo escuta sons que antes não compreendia (mesmo já usando um aparelho auditivo), como o som de uma ventania ou passos na relva, de um filme da TV, por exemplo.

              E quando o telefone tocar, seja fixo ou celular, não é preciso levantar para atendê-lo. Basta apertar uma tecla do Streamer e conversar tranquilamente com quem está do outro lado da linha. O ConnectLine Telefone se conecta a qualquer aparelho de telefone fixo. O acessório também permite conexão com videogames, computadores e rádios.
(Preço médio do kit: R$ 2.390,00)

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Educação aposta no processo de inclusão em escolas regulares

Secretaria vem qualificando mais professores da rede pública para atender o aumento de alunos portadores de deficiência
Rio - Integrar estudantes portadores de necessidades especiais em escolas tradicionais tem sido um desafio para os educadores. Afinal, não basta colocá-los em sala de aula, esses alunos exigem um tratamento diferenciado e com professores capacitados para desenvolver suas habilidades e conhecimentos. 

A secretaria estadual de Educação vem implementando ações como a formação de professores especializados para atender a cerca de 2.900 estudantes que estão incluídos dentro do sistema regular de ensino. Desse total 743  estão no 1ºsegmento do Ensino Fundamental, 1.113 no 2º grau e 981 do Ensino Médio,e 699 se encontram em turmas especiais
Segundo a Política Nacional de Educação Especial,são considerados alunos com necessidades educacionais especiais aqueles com deficiência (mental, auditiva, visual e física), com transtornos globais do desenvolvimento e com altas habilidades/superdotação.
Para a coordenadora de Educação Especial,Roseni Cardoso, o número de alunos portadores de necessidades especiais vem aumentando na rede estadual, por isso o Estado vem investindo em mais profissionais para atender  esses estudantes.  Atualmente  há um total de 327 intérpretes da Língua Brasileira de Sinais(LIBRAS)atuando em 172 escolas. Para o aluno com paralisia cerebral, a Seeduc fornece profissionais de apoio, a fim de acompanhá-los em classe.
 A estrutura para atender os portadores de necessidades especiais é formada pelo Núcleo de Apoio Pedagógico Especializado (Napes), responsável pela capacitação de professores de classes comuns.A secretaria possui o Centro de Apoio Pedagógico ao Atendimento de Pessoas com Deficiência Visual (Caps), nos municípios de São Gonçalo e Itaperuna, que produzem  material em braile e em alto relevo para alunos cegos, e em escrita ampliada para alunos com baixa visão da rede estadual.

Barreiras superadas
Breno Guedes do Nascimento,deficiente auditivo, é aluno do Instituto de Educação Eber Teixeira de Figueredo, em Bom Jesus do Itabapoana, está no terceiro ano do Ensino Fundamental. De acordo com a diretora Maria Aparecida Medeiros,a adaptação foi facilitada pelo apoio dos pais e dos colegas."Atualmente, a turma de Breno aprende e realiza diversos trabalhos envolvendo a linguagem de sinais", diz a diretora.
Participante de várias atividades, ele gosta das aulas de arte e integra o coral do colégio, cantando música em LIBRAS."Eu gosto muito da linguagem de sinais, sempre gostei. Quando comecei a aprender achei difícil, mas depois ficou fácil entender" explica o aluno.

Portador de deficiência visual, Filipe Knupp, de 14 anos, estuda no colégio Ramiro Braga, em Bom Jardim, e é considerado um dos melhores alunos em Matemática, ele luta capoeira e joga futebol (usa uma bola com guizo), além de ter aptidão especial por música, tocando teclado e sax.
Dificuldades
Embora a rede estadual de ensino venha investindo na qualificação de professores,o caminho ainda é longo e existem obstáculos que precisam ser superados, segundo a psicóloga e mestre em psicologia escolar, Márcia Magalhães Fonseca.
Para ela o processo de inclusão exige tempo e os resultados não aparecem de uma hora para outra. "A iniciativa é importante,mas o número de profissionais especializados é pequeno. Como um professor não qualificado pode dar conta dos alunos ditos normais e ao mesmo tempo de um estudante que precisa de maior atenção?" questiona.
A psicóloga lembra que nem todas as escolas estão preparadas à atender alunos especiais. "Muitas escolas não possuem rampas para os cadeirantes, por exemplo.Outra questão é como a professora fará quando este aluno precisar ir ao banheiro,já que ele necessita de acompanhante. Como fazer com um aluno com deficiência visual, já que a maioria dos professores não conhecem a Libras? Claro que não podemos desmerecer todas as iniciativas que levem ao processo de inclusão,mas é fundamental que as autoridades encontrem soluções para essas questões' finaliza.
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Seminário Estadual defende escola para surdos


Evento será realizado na Assembleia Legislativa
A Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos promove na próxima sexta-feira (9) o Seminário Estadual em Defesa das Escolas Bilíngues para Surdos no PNE. O objetivo é apresentar a proposta relacionada à educação de surdos para o Plano Nacional de Educação (PNE) elaborada pelo Movimento Surdo em Favor da Educação e Cultura Surda.

O Seminário será realizado às 14h no Auditório Costa Lima na Assembleia Legislativa, que fica na Alameda dos Buritis, n.231, no Setor Oeste, na Capital.
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