domingo, 1 de julho de 2012

Falta de divulgação de lei deixa vida de deficiente mais difícil


Motoristas de transportes públicos não permitem entrada do cão guia.
Lei garante ao deficiente o direito de ingressar em ambientes com o animal.


Ultrapassar as barreiras naturais impostas pela deficiência visual não é a única dificuldade na vida da jovem Camila Alves, de 22 anos. Dois anos após ganhar um cão guia que lhe proporciona maior liberdade de locomoção, Camila precisa lidar com mais restrições nas ruas do Rio de Janeiro do que na época em que usava bengala. Apesar da existência da lei 11.126, de 27 de junho de 2005, que permite ao usuário do cão guia ingressar em qualquer local com o animal, muitas vezes a jovem é impedida de entrar em táxis, ônibus e em alguns estabelecimentos em função da presença do cachorro.
Mesmo diante da negativa de motoristas ou seguranças, Camila insiste e tenta mostrar que está agindo de acordo com a lei. Segundo a jovem, o desconhecimento das pessoas devido à falta de divulgação da lei é o motivo de tanto transtorno em seu dia a dia.


“Quando eu estou indo pela primeira vez em um lugar é muito complicado. É difícil até hoje entrar num restaurante que eu nunca entrei, principalmente quando eu estou acompanhada. Às vezes tem um monte de gente e o que deveria ser a maior curtição, acaba dando problema. Na hora de voltar para casa e pegar um táxi é uma dificuldade”, diz Camila, ressaltando que, às vezes, liga para a cooperativa para não ficar na rua esperando um táxi e, mesmo assim, se depara com uma resposta negativa.

Deficiente visual desde os 15 anos por causa de um problema genético chamado retinose pigmentar, Camila precisou lidar com a perda progressiva da visão durante toda a infância. Nascida em uma cidade do interior de Minas, a jovem veio morar sozinha no Rio de Janeiro aos 18 anos, depois de passar no vestibular de psicologia da Universidade Federal Fluminense (UFF).


Desde então, Camila tinha o sonho de ter um cão-guia, já que o animal permite a estudante ter uma mobilidade maior. “Com a bengala eu precisava esbarrar nas coisas para saber que tinha alguma coisa ali. Já a Puca (nome da cadela) antecipa os obstáculos e eu ando o dia inteiro na rua sem esbarrar em nada”, afirma a jovem, que sai de Niterói pela manhã para fazer estágio no Centro do Rio, vai para a faculdade à tarde e só volta à noite pra casa.





Como precisa se locomover muito durante o dia, chegando a transitar por dois municípios, Camila enfrenta o mesmo problema com certa frequência. “Sexta-feira passada, por exemplo, estava saindo do show de encerramento da Cúpula dos Povos, no Aterro do Flamengo, e um motorista de ônibus disse que eu não podia entrar por causa do cachorro. Eram 23h e estava num ponto super deserto do Aterro”, lembra.

De acordo com a secretaria municipal da Pessoa com Deficiência, qualquer deficiente que for impedido de exerceu o seu direito, deve ligar para o telefone 1746 e fazer a denúncia. “A resposta é praticamente imediata. Esse tipo de coisa não pode e não deve acontecer, mas para tomarmos alguma medida punitiva precisamos tomar conhecimento das dificuldades desses deficientes”, disse a secretária Georgette Vidor, admitindo que o Rio ainda não tem nenhuma política de conscientização sobre o uso do cão-guia.
Segundo a secretaria municipal de Transportes do Rio, para minimizar os transtornos dos deficientes em geral, inclusive dos portadores de deficiência visual, foi criado um decreto que estabelece que até 2014 toda a frota esteja adaptada a essas pessoas. Atualmente, de acordo com a Rio Ônibus, cerca de 57%, dos 9.500 veículos existentes na cidade, estão adaptados.
Falta de divulgação da lei gera outros problemas
A falta de informação a respeito da lei favorece também no desconhecimento da atividade do cão-guia, o que gera mais transtornos não só para a estudante, como para qualquer usuário. Apesar do extremo cuidado e carinho com o animal, Camila destaca que é fundamental saber separar as coisas. “As pessoas não entendem que quando o animal está com o equipamento ele está trabalhando. Ela foi treinada para isso e qualquer distração pode provocar um acidente para mim e para ela também”, diz a jovem, ressaltando que as pessoas não devem falar ou tocar o cão-guia enquanto ele estiver guiando alguém.

Atualmente, existem 4 instituições grandes no Brasil que treinam cães-guia e apenas 10 animais são disponibilizados por ano em função da falta de investimentos. De acordo com o presidente do Cão Guia Brasil, George Domaz Harrison, a atividade de cão-guia é relativamente nova no Brasil e as instituições que treinam têm dificuldade em obter verba, já que o treinamento de um animal para essa finalidade é longo e caro.


“O ideal seria que o governo criasse linhas de fomento para que essa atividade fosse ampliada. Hoje, existe um projeto de lei tramitando para que toda a despesa relacionada ao cão-guia possa ser abatida em imposto de renda. Se esse projeto for aprovado, com certeza várias empresas se interessarão em patrocinar”, acredita George.



Segundo George, vender esse tipo de animal é inviável porque é preciso traçar o perfil do cachorro e do deficiente para verificar a compatibilidade entre eles. No caso de Camila, ela fez a inscrição para ganhar umo cão guia durante uma campanha promovida pelo programa Mais Você, da Rede Globo.

“A altura do cachorro, o tanto que o cachorro aguenta tracionar, a força que ele tem, o peso da pessoa, o ritmo de vida que a pessoa leva e o ritmo de vida do cachorro. Jamais uma pessoa aposentada poderia ficar com a Puca, porque ela é a mil por hora”, explica Camila. Como poucos cães são disponibilizados no país por ano, muitas vezes não um cachorro disponível para determinado usuário. “Para poder vender cão guia, precisaria ter 100 cães em treinamento”, diz George, que gasta em média R$ 30 mil para treinar um animal.
Adaptação entre usuário e cão guia é demorada
Apesar de ter realizado o sonho de obter um cão guia, o processo de adaptação entre Camila e Puca foi longo. No começo, segundo a estudante, Puca só atendia aos comandos do treinador e algumas vezes simplesmente recusava a obedecer seus comandos.


“Durante um mês fiquei com ela e com o treinador. No início tinha que tentar fazer com que ela aceitasse fazer as coisas comigo, pois ela estava acostumada com ele. Era muito cansativo para mim e para ela. Até que um dia dá um clique e de repente o cachorro começa a te levar, ter mais cuidado e desviar das coisas para te proteger”, diz a jovem.



Só a partir desse momento que Puca foi morar definitivamente com Camila. Mesmo assim, o primeiro ano foi marcado por alguns desencontros até chegar a sintonia que as duas têm hoje em dia. “Tem vezes que eu quase não preciso dizer a ela onde estou indo. Ela simplesmente vai e faz. Nesse sentido, isso me deu uma independência e uma autonomia muito maior”.

Veja o que determina a Lei federal n° 11.126, de 27 de junho de 2005
Dispõe sobre o direito do portador de deficiência visual de ingressar e permanecer em ambientes de uso coletivo acompanhado de cão-guia.

Art. 1o É assegurado à pessoa portadora de deficiência visual usuária de cão-guia o direito de ingressar e permanecer com o animal nos veículos e nos estabelecimentos públicos e privados de uso coletivo, desde que observadas as condições impostas por esta Lei.
§ 1o A deficiência visual referida no caput deste artigo restringe-se à cegueira e à baixa visão.
§ 2o O disposto no caput deste artigo aplica-se a todas as modalidades de transporte interestadual e internacional com origem no território brasileiro.
Art. 2o (VETADO)
Art. 3o Constitui ato de discriminação, a ser apenado com interdição e multa, qualquer tentativa voltada a impedir ou dificultar o gozo do direito previsto no art. 1o desta Lei.
Art. 4o Serão objeto de regulamento os requisitos mínimos para identificação do cão-guia, a forma de comprovação de treinamento do usuário, o valor da multa e o tempo de interdição impostos à empresa de transporte ou ao estabelecimento público ou privado responsável pela discriminação. (Regulamento)
Art. 5o (VETADO)
Leia mais...

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Emprego para pessoa com deficiência em Goiás

Onde encontrar curso de qualificação para pessoas com deficiência.Confira oportunidades de emprego e estágio no estado de Goiás.

O quadro "TV Trabalho" do Jornal Anhanguera desta quarta-feira (27) visita algumas empresas para conferir como está a participação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho. As empresas sabem que se não cumprir a legislação, que obriga as empresas com 100 ou mais funcionários a destinar de 2% a 5% das vagas a profissionais com deficiência, será punido com multa.


A fiscalização é maciça, mas é possível observar que faltam alguns incentivos: mais cursos de qualificação, acessibilidade, pois não dá para chegar de cadeira de rodas em qualquer lugar da cidade. São necessários ônibus especiais e adaptações físicas nas empresas.

Cursos de qualificação para pessoa com deficiência

Associação dos Deficientes Físicos de Goiás (Adfego)
Encaminhamento para vagas em empresas
Avenida Independência, nº 3026
Informações pelo telefone: 62-3202-9412

Associação Pestalozzi de Goiânia
Marcenaria (Associação Pestalozzi)
Auxiliar de cozinha
Auxiliar administrativo
Auxiliar de limpeza
Informática
Informações pelo telefone: 62-3515-5657

Cursos de qualificação

Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas)

Estão abertas as inscrições às 1.500 vagas dos cursos de qualificação da Semas. Os cursos são gratuitos e abrangem as áreas de higiene e beleza, confecção, alimentação, artesanato e informática. Os interessados podem escolher entre 21 tipos de treinamento em cinco áreas de interesse: higiene e beleza, confecção, artesanato, informática e alimentação.

Endereços:  Semas

Rua 25-A, esquina com Av. República do Líbano, Setor Aeroporto, Goiânia - GO
Centros de Referência de Assistência Social (Cras)
Unidades Municipais de Assistência Social (Umas)
Os cursos têm duração mínima de 40 horas e máxima de 160 horas.
Informações pelos telefones: 62-3524-2645 e 3524-2676.

As modalidades dos cursos ofertados são:

Higiene e beleza: cabeleireiro, manicure e pedicure, depilação, massagem, maquiagem, limpeza de Pele, tranças e penteados, estética facial
Confecção: corte e costura, modelagem, peças íntimas
Alimentação: salgados, quitandas
Artesanato: confecção de caixas de presentes, bordado em pedraria, decoupage, biscuit, vagonite, pintura em tecido, confecção em tecidos
Informática: noções básicas

Sistema Nacional do Emprego em Goiânia (Sine)

Os cursos são oferecidos para pessoas maiores de 18 anos que estão desempregadas.
Local de inscrição: Rua 4, esquina com a rua 06, nº 515 Ed. Parthenon Center - térreo - Centro.
Os interessados deverão estar munidos com os documentos pessoais, carteira de trabalho e comprovante de endereço com Código de Endereçamento Postal (CEP).
Informações pelo telefone: 62-3524-2707

Vagas disponíveis para os seguintes cursos:

Informática básica
Informática intermediária
Suporte técnico
Qualidade no atendimento
Administração de estoque
Manicure e pedicure
Técnicas em vendas
Telemarketing
Cabeleireiro
Operador de caixa
Corte e costura

Serviço Nacional da Indústria (Senai)

Goiânia
Faculdade de Tecnologia Senai de Desenvolvimento Gerencial (Fatesg)
Informações pelo telefone: 62-3269-1200

Aparecida de Goiânia

Unidade Integrada Sesi/Senai Aparecida de Goiânia
Informações pelo telefone: 62-3236-6900

Anápolis

Faculdade de Tecnologia Senai Roberto Mange
Informações pelo telefone: 62-3902-6200

Catalão

Escola Sesi/Senai Catalão
Informações pelo telefone: 64-3411-1065

Itumbiara

Escola Senai Itumbiara
Informações pelo telefone: 64-3432-2500

Rio Verde
Escola Sesi/Senai Rio Verde - fone: 64-3612-1110

Empregos

Sistema Nacional do Emprego (Sine) - Goiânia
Endereço: Rua 4 nº 515, térreo, Ed. Parthenon Center - Setor Central
Para se inscrever, basta comparecer na Unidade do Sine Municipal de Goiânia, levando carteira de Trabalho, RG, CPF e comprovante de endereço.

1 auxiliar de crédito
4 repositor de supermercado
5 açougueiro
2 auxiliar de cobrança
2 assistente de vendas
3 auxiliar de linha de produção
1 auxiliar contábil
1 padeiro
2 balconista de lanchonete
2 vendedor de serviços
1 costureira de máquina de overloque
2 supervisor de vendas
1 copeiro bar
3 manobrista
15 auxiliar de limpeza
1 camareira de hotel
15 motorista d caminhão
Total geral: 51

Instituto Euvaldo Lodi (IEL) Goiás
Contatos pelo portal www.ielgo.com.br/emprego ou atendimento presencial.
Endereço: Av. Anhanguera, nº 5.440, Ed. Palácio da Indústria, 1º andar - Centro - Goiânia - Goiás

Vagas para Goiânia, Aparecida de Goiânia, Anápolis, Trindade e Senador Canedo:
Analista de RH
Vendedor
Maqueiro
Gerente de estoque
Assistente de controladoria
Cozinheiro
Operador de pá carregadeira
Conferente
Medicina do trabalho
Serviços gerais
Impressor flexográfico
Auxiliar de remoção
Supervisor de lanchonete
Balconista
Motorista
Auxiliar de indústria

Vagas para pessoas com deficiência (PCD) - IEL:

Recepcionista
Auxiliar administrativo
Auxiliar de Produção
Porteiro
Telefonista
Digitador
Porteiro
Auxiliar de produção

Estágio
Centro de Integração Empresa-Escola (Ciee) - Goiânia
Informações pelo telefone: 62-4005-0750
Portal: www.ciee.org.br

Administração: 35 vagas.  Do 2º ao 6º período
Ensino Médio: 10 vagas. Do 1º ao 3º ano
Pedagogia: 1 vaga. Do 3º ao 7º período
Design: 1 vaga. Do 1º ao 4º período
Educação Física: 1 vaga: Do 4º ao 7º período
Comunicação: 3 vagas. Do 2º ao 6º período
Comunicação Social - Publicidade e Propaganda: 1 vaga. Do 1º ao 4º período
Comunicação Social - Jornalismo: 1 vaga. Do 6º ao 7º período
Comunicação Social - Relações Públicas:  1 vaga. Do 1º ao 4º período
Ciência da Computação: 3 vagas. Do 2º ao 5º período
Marketing: 3 vagas. Do 2º ao 6º período
Psicologia: 2 vagas. Do 4º ao 8º período
Técnico em Enfermagem: 2 vagas. Do 1º ao 2º período
Telecomunicações: 2 vagas. Do 2º ao 3º período
Ciências Contábeis: 5 vagas. Do 2º ao 7º período
Técnico em Segurança do Trabalho: 1 vaga. Do 2º período
Engenharia Civil: 1 vaga. Do 6º ao 8º período
Engenharia Elétrica: 1 vaga. Do 2º ao 3º período
Direito: 02 vagas. Do 02º ao 08º Período
Tecnologia em Construção de Edifícios: 1 vaga. Do 2º ao 4º período
Serviço Social: 1 vaga. Do 5º ao 6º período

Ciee Anápolis: Informações pelo telefone: 62-331-3500
Portal: www.ciee.org.br

Ensino Médio: 1 vaga. Do 1º ao 2º ano

Nutrição: 1 vaga. Do 4º ao 7º período
Administração: 4 vagas. Do 1º ao 6º período

Ciee Itumbiara
Informações pelo telefone: 64-3431-5944
Portal: www.ciee.org.br

Ciências Econômicas: 1 vaga. Do 1º ao 7º período
Ciências Contábeis: 1 vaga. Do 4º ao 8º período

Ciee Rio Verde
Informações pelo telefone: 64-3602-1085
Portal: www.ciee.org.br

Administração: 1 vaga. Do 2º ao 7º período
Ensino Médio: 1 vaga: Do 1º ao 3º Ano
Ciências Contábeis: 2 vagas. Do 2º ao 7º período
Tecnologia da Informação: 1 vaga. Do 2º ao 3º período
Psicologia: 1 vaga: Do 2º período

Fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia/2012/06/emprego-para-pessoa-com-deficiencia-e-tema-da-tv-trabalho.html
Leia mais...

terça-feira, 26 de junho de 2012

Após três anos em coma, nadadora volta e quebra dois recordes

Os Jogos Olímpicos trazem à tona diversas histórias de superação. A da nadadora paralímpica Victoria Arlen, dos Estados Unidos, é uma delas. E chama a atenção pela dificuldade imensa com a qual a garota de apenas 18 teve que lidar e que, posteriormente, transformou em nada menos do que dois recordes mundiais. Mais do que um exemplo esportivo, a trajetória da norte-americana na natação serve como exemplo de vida.

Ainda com 11 anos a garota teve diagnosticada uma doença rara e ainda sem muitas informações que fez com que sua espinha dorsal ficasse inflamada em determinados períodos de tempo. Em uma dessas inflamações, em 2006, Victoria foi internada e, por conta da doença, acabou entrando em coma. Com pernas paralisadas e braços com movimentos limitados, a menina ficou nada menos do que três anos no hospital, sem acordar.
Após acordar depois de três anos de coma, Victoria voltou às atividades e passou a se dedicar a duas de suas grandes paixões: os estudos e a natação. E vem colhendo os frutos de seu esforço. A garota entrou nas piscinas e quebrou nada menos do que dois recordes mundiais, os de 100m e 400m.

“Provei para todos que não acreditavam em mim que eu sou capaz de fazer as coisas que eu desejo fazer, independente da doença”, afirma a nadadora. “Minha mãe sempre me disse para que eu não acreditasse nos outros quando eles diziam que eu não era capaz. Acreditei nela e provei que sou capaz”.

Fonte:  http://br.esportes.yahoo.com/noticias/ap%C3%B3s-tr%C3%AAs-anos-em-coma--nadadora-volta-e-quebra-dois-recordes.html.
Leia mais...

sábado, 23 de junho de 2012

Goiás terá 12 atletas nas Paralimpíadas de Londres


O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) divulgou nesta quarta-feira a lista de todos os atletas que competirão os Jogos Paralímpicos de Londres 2012. O estado de Goiás terá 12 representantes na capital britânica no evento, que será disputado entre os dias 29 de agosto e 9 de setembro.
Os competidores goianos atuarão em sete esportes diferentes: Ítalo Gomes estará na natação, João Filho competirá no ciclismo, Iranildo Spíndola e Jane Karla são os representantes goianos no tênis de mesa, o atletismo terá Tito Sena e Shirlene Coelho, Josilene Alves compete no halterofilismo, Norma Maria Balzacchi está no remo, e o vôlei sentado tem quatro atletas, Ádria Silva, Gabriela Marchi, Graciana Alves, Jani Batista.
A maior parte dos goianos que irão para os Jogos já participou de uma Paralimpíada. Tito Sena foi medalhista de prata quatro anos atrás, em Pequim. A mesatenista Jane Karla, de 36 anos, participará do evento pela segunda vez. Na China, a goiana ficou na quinta posição. Ela foi campeão Parapan-Americana em Guadalajara. Ao todo, a delegação paralímpica brasileira terá 300 pessoas, entre treinadores, oficiais técnicos, auxiliares e guias. Foram convocados 182 atletas, com 115 homens e 67 mulheres.
ATLETAS GOIANOS NAS PARALIMPÍADAS DE LONDRES
ATLETAESPORTE
Ítalo GomesNatação
João FilhoCiclismo
Iranildo SpíndolaTênis de mesa
Jane KarlaTênis de mesa
Tito SenaAtletismo
Shirlene CoelhoAtletismo
Josilene AlvesHalterofilismo
Norma Maria BalzacchiRemo
Ádria SilvaVôlei sentado
Gabriela MarchiVôlei sentado
Graciana AlvesVôlei sentado
Jani BatistaVôlei sentado

Leia mais...

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Deficiente visual é o primeiro da família a ter ensino superior(...)


Filho de plantadores de arroz   já pensa em nova graduação...

“Minha família é do meio rural e meu pai sempre trabalhou em plantação de arroz. Tenho quatro irmãos e a maioria deles seguiu o mesmo caminho. Como sempre soube que não podia trabalhar na lavoura, fui estudar”, conta o deficiente visual Deividi Prussiano de Freitas, 28, que se tornou o primeiro da família a concluir o ensino superior no curso de tecnologia em gestão pública a distância, oferecido pelo IF-SC (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Santa Catarina) no polo de Cachoeira do Sul (RS), a 290 km de Porto Alegre.
Sete meses após a formatura, Deividi faz planos para ingressar em uma nova graduação. Atualmente, é vestibulando da licenciatura em letras-espanhol, oferecida pelo IF-SC, no mesmo polo. Os estudos, em sua opinião, são uma forma de ampliar as chances de trabalho.
“Chega um período na vida em que você tem de fazer uma opção: ou trabalha ou estuda. No meio rural, os empregados não têm como pagar transporte, roupas e alimentação para estudar na cidade. Então, geralmente o estudo fica para trás. E, quando a família é grande, sempre se aposta em um”, analisa.
Dos quatro irmãos de Deividi, com idades entre 23 e 30 anos, só o mais velho completou o ensino médio. Os demais concluíram o ensino fundamental e pararam de estudar. Seu pai e sua mãe, hoje com 57 e 50 anos, terminaram apenas os anos iniciais do ensino fundamental.
A família vive em uma fazenda de arroz, na zona rural de Cachoeira do Sul, cidade com 83,8 mil habitantes. Os pais de Deividi e três dos quatro irmãos trabalham na lavoura. O outro é pedreiro.
Primeira professora de braile só aos 14 anos
Segundo o rapaz, a primeira professora de braile chegou a Cachoeira do Sul em 1998, quando ele tinha 14 anos. Só então pôde iniciar seus estudos. “Na sala, éramos cinco ou seis crianças cegas, mas havia também colegas com visão subnormal, que tinham de fazer ampliações e precisavam de lupa”. Após o primeiro ano de braile, começou a fazer o fundamental.
A escola era estadual e ficava na área urbana. Por isso, ele, a mãe e os quatro irmãos se mudaram. O pai ficou na plantação trabalhando. Em 2002, Deividi voltou à zona rural, onde cursou até a 8ª série (atual 9º ano). Para fazer o ensino médio, viajava com a mãe até a cidade, em trajeto que durava uma hora e meia. O rapaz concluiu a educação básica em 2007.

Leia mais...

domingo, 10 de junho de 2012

Deficientes visuais realizam passeio de bicicleta em Alvorada, RS


Ciclistas pedalaram 6km por Alvorada em bicicletas adaptadas.
O evento faz parte da programação da Semana do Meio Ambiente.


Um passeio diferente reuniu deficientes visuais em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na tarde deste domingo (10). O 10º Eco Passeio Ciclístico de Alvorada, promovido pelas Ong’s Embrião e Vemos com as Mãos, colocou pelo menos 30 pessoas para pedalar por seis quilômetros pelas ruas do município em bicicletas adaptadas para deficientes visuais. Formando duplas com guias, os ciclistas ajudaram a estimular o uso da locomoção como meio de transporte.
A atividade integra a agenda da Semana do Meio Ambiente e quer incentivar o lazer e a saúde dos usuários. Além do passeio, houve também o recolhimento de material reciclável, pilhas e óleo de cozinha, além do sorteio de duas bicicletas. O ciclista mais velho, mais novo e o mais bonito levaram troféus, assim como a bicicleta mais incrementada e o grupo mais organizado.
Leia mais...