sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Trabalhar a Inclusão


Texto extraído de: Vida Mais Livre

Muita gente associa o conceito de acessibilidade apenas ao ir e vir de um lugar ao outro. A verdade é que a qualidade do que é acessível se estende por várias áreas, serviços e direitos, que juntos passeiam por nossa vida cotidiana e nos permitem exercer cidadania. O acesso ao mercado de trabalho é um exemplo destas frentes a ser contempladas.

No último mês, no dia 24 de julho, a Lei de Cotas comemorou seus 21 anos de vigência no Brasil. Para celebrar o marco, lançamos no portal Mara Gabrilli (www.maragabrilli.com.br) uma importante ferramenta para orientar as empresas na contratação de pessoas com deficiência: a Cartilha de Inclusão Profissional.
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O material traz 50 páginas com informações de procedimentos técnicos e legais para o desenvolvimento de programas de inclusão dentro das empresas, abordando etapas como a sensibilização no ambiente de trabalho, a importância do mapeamento de cargos e funções, além de soluções de tecnologia assistiva, acessibilidade, treinamento e capacitação.
Podendo servir como um guia de bolso para profissionais que atuam na área de Recursos Humanos, a cartilha foi criada com o intuito de quebrar preconceitos e fortalecer os princípios da inclusão, como o respeito à diversidade humana e a promoção da acessibilidade nos ambientes.

Além de cumprir o percentual de cotas, o empresariado deve trabalhar as diferentes necessidades de cada indivíduo dentro do ambiente de trabalho, oferecendo acessos e ferramentas para que qualquer funcionário desenvolva suas funções com autonomia. Hoje, infelizmente, mais de 40% das empresas não cumprem as cotas para funcionários com deficiência. Segundo o Ministério do Trabalho a média de execução da lei é 21%. Em dez vagas que o país deveria destinar a pessoas com deficiência, apenas duas são preenchidas.
O baixo número também é um reflexo das dificuldades que o cidadão com deficiência enfrenta no dia a dia para sair de casa. Sem calçadas em boas condições e transporte acessível é quase impossível garantir que uma pessoa com deficiência chegue com autonomia e segurança ao local de trabalho.

Ou seja, a acessibilidade não deve estar presente apenas da empresa para dentro. Tem que ser trabalhada como um dos pilares da mobilidade urbana. Afinal, de que adianta um funcionário cego ter acesso em sua empresa a softwares com leitor de tela, se a calçada que o leva até o seu trabalho não tem piso podotátil nem calçamento adequado? Se o ônibus não tem espaço para o seu cão-guia nem aviso sonoro? Ou o pior: se o motorista do veículo sequer para no ponto para que ele possa utilizar o serviço?

Garantir acessos implica em atitudes que integrem o ser humano em todas as áreas da sociedade. É uma questão de atitude, de agir de maneira acessível às diferentes necessidades de cada um. E o trabalho é sem dúvida uma das principais ferramentas de integração social. Além de garantir poder de consumo, dignidade e bem-estar, é o que nos permite almejar metas. Sonhar. Paralisada do pescoço para baixo desde os meus 26 anos, sempre fui ativa – antes e pós-tetraplegia. A realidade é que deficiência alguma subtrai a inquietação de alma e nossa vontade de produzir.

Esse desejo reside em qualquer pessoa com deficiência. Cabe aos gestores públicos planejarem cidades que se adaptem à diversidade humana. E compete às empresas permitir que as pessoas aflorem suas capacidades e contribuam com seu talento.

Fonte:  http://blog.isocial.com.br/trabalhar-a-inclusao/
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Dia das Crianças... Não podemos esquecer destas...


Recebi esse vídeo de um grande profissional, psicólogo que eu considero exemplo de dedicação pelo trabalho que faz com as crianças e famílias. Carlos Barreto.

A música que toca ao fundo chama-se "Taare zameen par" e é tema do filme de mesmo nome.
Sei que é difícil fazer algo pelas crianças e seus problemas no mundo todo, mas podemos, pelo menos, dar um passo importante tentando educar as nossas.

A intolerância, a ganância, o egoísmo, a arrogância e a hipocrisia não nascem com as crianças. Elas aprendem. Tentem não ensiná-las.




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sábado, 6 de outubro de 2012

Inclusão: 7 professoras mostram como enfrentam esse desafio

Ensinar crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) ainda é um desafio. Nos últimos dez anos, período em que a inclusão se tornou realidade, o que se viu foi a escola atendendo esse novo aluno ao mesmo tempo que aprendia a fazer isso. Hoje ainda são comuns casos de professores que recebem um ou mais alunos com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento (TGD) e se sentem sozinhos e sem apoio, recursos ou formação para executar um bom trabalho. Dezenas de perguntas recebidas por NOVA ESCOLA tratam disso. Mas a tendência, felizmente, é de mudança - embora lenta e ainda desigual. A boa-nova é que em muitos lugares a inclusão já é um trabalho de equipe. E isso faz toda a diferença.

A experiência de Roberta Martins Braz Villaça, da EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, comprova isso. Entre seus 24 alunos da pré-escola está Isabelly Victoria Borges dos Santos, 5 anos, que tem paralisia cerebral. Apesar do comprometimento motor, a menina tem a capacidade cognitiva preservada. Na escola desde o ano passado, ela participa de todas as atividades. "Os conteúdos trabalhados em sala são os mesmos para ela. O que eu mudo são as estratégias e os recursos", explica a professora.

Isabelly se comunica por meio da expressão facial. Com um sorriso ela escolhe as cores durante uma atividade de pintura. No parque, com a ajuda das placas de comunicação, decide se quer brincar de blocos de montar ou no escorregador. Nas atividades de escrita, indica quais letras móveis quer usar para formar as palavras e já reconhece o próprio nome. "Ela tem avançado muito e conseguido acompanhar a rotina escolar", comemora a professora.

Roberta não está sozinha nesse trabalho. Ela conta com o apoio diário de uma auxiliar, que a ajuda na execução das atividades, na alimentação e na higiene pessoal de Isabelly. Outra parceira é a professora do atendimento educacional especializado (AEE). Num encontro semanal de uma hora, elas avaliam as necessidades da menina, pensam nas estratégias a utilizar e fazem a adaptação dos materiais.

Inaugurada em 2001, a escola em que Roberta leciona já foi construída levando em conta a inclusão: o projeto previa um elevador e um espaço para uma futura sala de recursos. Mas daí a funcionar com qualidade, com materiais diversos e uma equipe afinada, foi um longo caminho. "Somente em 2005 passamos a contar com estagiários e auxiliares em sala", lembra a diretora, Maria do Carmo Tessaroto.

Gestores preocupados com a questão e que buscam recursos e pessoal de apoio fazem da inclusão um projeto da escola. Dessa forma, melhoram as condições de trabalho dos professores, que passam a atuar em conjunto com um profissional responsável pelo AEE, a contar com diferentes recursos tecnológicos e a ter ciência de que o aluno com deficiência ou TGD não é responsabilidade exclusivamente sua. Com a parceria da família, as possibilidades de sucesso são ainda maiores, como você verá nas páginas a seguir.

Fonte:  http://revistaescola.abril.com.br/gestao-escolar/inclusao-7-professoras-mostram-como-enfrentam-esse-desafio-639054.shtml
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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

O que fazer quando você encontrar uma pessoa com deficiência visual

Nem sempre as pessoas cegas ou com visão reduzida precisam de ajuda, mas se encontrar alguma que pareça estar em dificuldade, identifique-se dizendo seu nome. Faça-a perceber que você está falando com ela (para isso, você pode, por exemplo, tocar-lhe levemente no braço) e ofereça seu auxílio. Nunca ajude sem perguntar antes como deve fazê-lo.


Se a pessoa precisa de um guia, coloque a mão dela no seu braço dobrado, acima do cotovelo. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. É sempre bom avisar, antecipadamente, a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e obstáculos em geral durante o trajeto. Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você. Quando tiver que ir embora, avise o deficiente visual.

Para ajudar uma pessoa cega a se sentar, você deve guiá-la até a cadeira e colocar a mão dela sobre o encosto da cadeira, informando se esta tem braço ou não. Deixe que a pessoa sente-se sozinha.

Se uma pessoa cega pede informações, tome cuidado com seu tom de voz. Não fale muito alto. Use seu tom de voz normal.

Ao explicar direções seja o mais claro e específico possível. De preferência, indique as distâncias em metros.

Por mais tentador que seja acariciar um cão-guia, lembre-se de que esses cães têm a responsabilidade de guiar um dono que não enxerga. O cão nunca deve ser distraído do seu dever de guia.

Quando for solicitado para preencher fichas ou formulários, leia pausadamente cada item. Dê à pessoa deficiente visual tempo suficiente para responder, lendo novamente o item, se for necessário.

Proporcione às pessoas cegas ou com visão reduzida a mesma chance que você tem de ter sucesso ou de falhar. Fique à vontade para usar palavras como "veja" e "olhe". As pessoas cegas as usam com naturalidade.
As pessoas cegas ou com visão reduzida são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração que você trata todas as pessoas. No convívio social ou profissional, não exclua as pessoas com deficiência visual das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.

Fonte: www.pessoacomdeficiencias.sp.gov.br/portal (Com adaptações








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Sugestões de como lidar com uma pessoa com deficiência

Muitas pessoas não deficientes ficam confusas quando encontram uma pessoa com deficiência. Isso é natural. Todos nós podemos nos sentir desconfortáveis diante do "diferente". Esse desconforto diminui e pode até mesmo desaparecer quando existem muitas oportunidades de convivência entre pessoas deficientes e não deficientes. A seguir, apresentamos algumas dicas de como lidar com uma pessoa deficiente.


1.Não faça de conta que a deficiência não existe. Se você se relacionar com uma pessoa deficiente como se ela não tivesse uma deficiência, você vai ignorar uma característica muito importante dela. Dessa forma, você não estará se relacionando com ela, mas com outra pessoa, uma que você inventou e que não é real.

2.Aceite a deficiência. Ela existe e você precisa levá-la na sua devida consideração. Não subestime as possibilidades, nem superestime as dificuldades e vice-versa.

3.As pessoas com deficiência têm o direito, podem e querem tomar suas próprias decisões e assumir a responsabilidade por suas escolhas.

4.Ter uma deficiência não faz com que uma pessoa seja melhor ou pior do que uma pessoa não deficiente. Provavelmente, por causa da deficiência, essa pessoa pode ter dificuldade para realizar algumas atividades e, por outro lado, poderá ter extrema habilidade para fazer outras coisas. Exatamente como todo mundo.

5.A maioria das pessoas com deficiência não se importa de responder perguntas, principalmente aquelas feitas por crianças, a respeito da sua deficiência e como ela realiza algumas tarefas. Mas, se você não tem muita intimidade com a pessoa, evite fazer perguntas íntimas.

6.Quando quiser alguma informação de uma pessoa deficiente, dirija-se diretamente a ela e não a seus acompanhantes ou intérpretes.

7.Sempre que quiser ajudar, ofereça ajuda. Espere sua oferta ser aceita antes de ajudar e a forma mais adequada para fazê-lo. Mas não se ofenda se seu oferecimento for recusado. Nem sempre as pessoas com deficiência precisam de auxílio. Às vezes, uma determinada atividade pode ser mais bem desenvolvida sem assistência.

8.Se você não se sentir confortável ou seguro para fazer alguma coisa solicitada por uma pessoa deficiente, sinta-se livre para recusar. Neste caso, seria conveniente procurar outra pessoa que possa ajudar.

9.As pessoas com deficiência são pessoas como você. Têm os mesmos direitos, os mesmos sentimentos, os mesmos receios e os mesmos sonhos.

10.Você não deve ter receio de fazer ou dizer alguma coisa errada. Aja com naturalidade e tudo vai dar certo. Se ocorrer alguma situação embaraçosa, uma boa dose de delicadeza, sinceridade e bom humor nunca falham.


Fonte:www.pessoacomdeficiencias.sp.gov.br/portal
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