domingo, 13 de janeiro de 2013

Que venha 2013...


Estive fora, merecidas férias com os filhos.. renovar energias...
Encerro mais um ano... experiências vividas, tristezas, alegrias, novos amigos...muito aprendizado!!

Fazendo um balanço de 2012 só tenho a agradecer, encerro este ano cheia de expectativas, começando  2013 com novos desafios e isso me motiva muito, nunca tive medo  de retomar e   aqui vou eu mais uma vez!!

Desejo a todos os amigos um 2013 com muita saúde, porque isso é o mais importante na vida, pra vermos o sorriso dos filhos, alegrias, compartilharmos momentos, sermos felizes, sermos cúmplices!!

Não temos que ter medo....( Kid Abelha... adoro!!)

Uhullllllllllllllll vamos que vamos!!
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sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Então é Natal....


Obrigada aos amigos que estiveram  presentes durante este ano, passamos dificuldades e alegrias, mas que isso nos torne pessoas melhores e cada vez mais  humildes e caridosas.

Natal é tempo de repensar valores, de ponderar sobre a vida e tudo que a cerca, de refazer nossos planos e retomar o caminho para um ano melhor. Enfim, meus votos para 2013 são muitos:   sempre encontrar motivos para festejar a vida, colher o amor semeado, superar os nossos limites, afinal, nós mesmos os criamos, cultivar as velhas amizades e conquistar novos amigos, acima de tudo, lutar pela paz interior...
 
 Assim termino com um trecho extraído do poema "Receita de Ano Novo" de Carlos Drummond de Andrade: "Para ganhar um Ano Novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, é dentro de você que o ano novo cochila e espera desde sempre".

Um Feliz Natal a todos e um Ano novo cheio de paz e Felicidades!!
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Tetraplégica controla braço robótico com a mente


Um braço robótico já pode ser controlado pelo pensamento de forma "sem precedentes", de acordo com um estudo publicado pela revista médica The Lancet

Jan Scheuermann, 53, paralisada do pescoço para baixo, foi capaz de mover com destreza um braço mecânico, segurando objetos como se eles fossem movidos por sua própria mão. Implantes cerebrais foram usados na paciente para controlar o braço robótico, e o resultado foi avaliado por especialistas como "uma conquista extraordinária".

Jan foi diagnosticada com degeneração espinocerebelar 13 anos atrás e foi perdendo o controle de seu corpo progressivamente. Ela não consegue mais mover seus braços e suas pernas.

Ela recebeu o implante de dois sensores - cada um de 4mm x 4mm - no córtex do cérebro. Uma centena de pequenas agulhas em cada sensor percebe a atividade elétrica de 200 células cerebrais.

Comandos

Os neurônios se comunicam entre si através de pulsos, diz o professor Andrew Schwart, da Universidade de Pittsburgh.

Essas vibrações elétricas no cérebro são, então, traduzidas em comandos para mover o braço - dobrar na altura do cotovelo, rodar e agarrar um objeto, por exemplo. Jan foi capaz de controlar o braço no segundo dia de treinamento; ao longo de 14 semanas, foi aperfeiçoando essa habilidade.

Segundo o estudo médico, ela adquiriu "coordenação, habilidade e velocidade quase similares às de uma pessoa de corpo não deficiente". Schwartz contou à BBC que movimentos tão precisos nunca haviam sido observados antes.

"São (movimentos) fluidos e muito melhores do que o que se havia demonstrado antes", afirmou. "Acho que isso é uma prova convincente de que essa tecnologia (se converterá em uma terapia) para pessoas com lesões na espinha dorsal."

Para Schwartz, a nova tecnologia já permite que essas pessoas realizem tarefas diárias.

Tecnologia em casa

As técnicas que apostam no poder de um cérebro saudável para superar um corpo danificado têm avançado rapidamente. No início deste ano, um estudo apontou que uma mulher conseguiu usar um braço robótico para servir-se de uma bebida pela primeira vez em 15 anos desde que sofreu um derrame.

Nos dois estudos, porém, os resultados foram obtidos em laboratório - ou seja, a tecnologia ainda não foi aplicada em suas casas.

Agora, pesquisadores tentam acoplar o braço mecânico à cadeira de rodas de Jan, para que ela possa usá-lo em sua vida cotidiana. Também há tentativas de dar sensações ao membro artificial, para que seu portador volte a experimentar o sentido de toque.

Para os pesquisadores Gregoire Courtine, Silvesto Micera, Jack DiGiovanna e José del Millan, o controle do braço retratado no estudo é uma conquista "tecnológica e biomédica incrível".

Eles acrescentam que tecnologia do membro mecânico está chegando perto do ponto em que "poderá, em breve, se tornar um modelo revolucionário de tratamento" para portadores de paralisias.

Fonte:  http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/bbc/2012/12/17/tetraplegica-controla-braco-robotico-com-a-mente-de-forma-inedita.htm
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sábado, 8 de dezembro de 2012

Aprovado projeto que garante a autistas os mesmos direitos de pessoas com deficiência


Graças a um projeto que surgiu da pressão popular, brasileiros com autismo vão ter os mesmos direitos de pessoas com deficiência, para todos os efeitos legais. A garantia foi conquistada na última quinta-feira (6/12) com a aprovação no plenário do Senado do Projeto de Lei do Senado 168/11, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

“O tratamento dessas pessoas requer tempo e muitos profissionais, por isso, esse horário especial é necessário para adequar a rotina da família”, explica a microempresária, Berenice de Piana, mãe de Dayan de Piana, de 18 anos. Ainda segundo Berenice, que também é integrante do Mundo Azul — grupo de pais de Itaboraí, no Rio de Janeiro, em defesa do autista — essa lei é muito importante “porque tira essas pessoas do limbo”.  Ela ressalta que antes da aprovação do projeto - que agora só depende da sanção da presidenta, Dilma Rousseff, para virar lei - os autistas não eram considerados nem pessoas normais, nem com deficiência.A lei está sendo vista por pais e especialistas como uma Carta Magna dos autistas no Brasil. A partir dela, essas pessoas vão, por exemplo, ter direito a tratamento multidisciplinar e diagnóstico precoce. As famílias também foram contempladas: além de acompanhamento psicológico, os pais ou responsáveis por pessoas com autismo terão horário especial no trabalho.
No Brasil, não há estatísticas oficiais sobre o transtorno funcional, mas segundo a Adefa (Associação em Defesa do Autista), uma das que ajudou na construção da proposta, cerca de 2 milhões de brasileiros serão afetados pela nova lei. Segundo a entidade, o autismo chega a ser mais comum entre crianças, que doenças como Aids e diabetes. Para resolver o problema da falta de estatísticas oficiais, o projeto cria um cadastro único dos autistas.
Além de articular as ações de órgãos e serviços em todos os níveis de governo nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, o texto aprovado prevê punições para atitudes discriminatórias, como multa de três a 20 salários mínimos e sanções administrativas para o gestor escolar que recusar a matrícula de aluno com autismo. A regra vale até mesmo quando não houver mais vagas nas instituições de ensino. Em casos de "comprovada necessidade", o estudante com o transtorno deve ser incluído nas classes comuns de ensino regular. Se houver reincidência pelos professores ou outros integrantes da escola, preservado o direito ao contraditório e a ampla defesa, está prevista a perda de cargo por meio de processo administrativo.
Um dos grandes desafios do Brasil em relação a pessoas com autismo é a falta de profissionais capacitados para atuar na área, inclusive médicos. A esperança dos pais é que como o projeto estabelece a criação de centros de tratamento multidisciplinar em todo o país, force essa capacitação. “O período mais importante para tratamento é 0 até os 5 anos, mas a gente fica perambulando pelos consultórios. Quando a gente consegue o diagnóstico, já se perdeu um tempo precioso. Como o problema não tem cura, quanto mais cedo a estimulação, mais chance essas pessoas têm de desenvolvimento”, alerta Berenice.
Durante a discussão da proposta chegou a ser apresentada uma emenda que previa penas para as práticas de castigo corporal, ofensa psicológica, tratamento cruel ou degradante à criança ou adolescente com deficiência ou com autismo como forma de correção, disciplina ou outro pretexto. Mas o trecho foi retirado do texto porque o relator da proposta, senador Wellington Dias (PT-PI), argumentou que as penas previstas no Código Penal são mais rígidas que as propostas no projeto.
“Para nós, pais que temos filhos com autismo, é um marco que encerra um período de pessoas abandonadas, que viviam enclausuradas em suas casas. A partir da aprovação [do projeto], a história de sofrimento e dor acabou.” comemorou o militar Ulisses da Costa Baptista, um dos fundadores da organização não governamental Mão Amiga, do Rio de Janeiro, e pai de Rafael, de 16 anos. Ele ressaltou que a mobilização dos pais foi fundamental para que a lei fosse aprovada em dois anos, tempo considerado rápido para a tramitação de projetos no Congresso. “ Os pais agora tem um instrumento legal e fazer esses direitos saírem do papel só depende agora que eles continuem engajados”, disse.

A pedido Ulisses, em agosto de 2007, a Defensoria Pública Geral do Estado do Rio entrou com uma representação na OEA (Organização dos Estados Americanos) contra o Brasil. O documento, que até hoje está em tramitação, pede a condenação do país por não oferecer condições adequadas de atendimento aos autistas, como tratamentos avançados, existentes, por exemplo, nos Estados Unidos.
O autismo, definido em 1943 pelo psiquiatra austríaco, Leo Kanner, é um transtorno que compromete a capacidade de comunicação e desenvolvimento de relações sociais do indivíduo, que passa a se comportar de modo compulsivo e ritualista. É diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas patologias. Os especialistas ainda não sabem explicar a grave dificuldade de relacionamento dessas pessoas.

Fonte:  http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/59261/aprovado+projeto+que+garante+a+autistas+os+mesmos+direitos+de+pessoas+com+deficiencia.shtml
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terça-feira, 13 de novembro de 2012

Homem em estado vegetativo consegue se comunicar através de ressonância


Um paciente em estado vegetativo por mais de dez anos, no Canadá, conseguiu se comunicar com cientistas através do monitoramento de sua atividade cerebral, a partir de um exame de ressonância magnética. Scott Routley, de 39 anos, conseguiu relatar à equipe que não sentia mais dor, segundo reportagem da BBC.

A experiência foi um marco para a história da medicina. Esta foi a primeira vez que um paciente com graves danos cerebrais conseguiu dar respostas relevantes a questionamentos. De acordo com os médicos do canadense, os manuais da medicina deverão ser reescritos. 

Após passar pelo estado de coma, os pacientes vegetais perdem a percepção sobre a realidade ao seu redor, ficando com os olhos abertos, mas sem apresentar qualquer resposta a estímulos. Routley sofreu um grave acidente de carro há 12 anos. 

Ao longo do seu tratamento, nenhum dos exames físicos foi capaz de detectar qualquer sinal de consciência ou comunicação. Diante da descoberta, o neurocientista britânico Adrian Owen, coordenador da equipe do Instituto do Cérebro e Mente da Universidade de Western Ontario, no Canadá, acredita que o paciente não está em estado vegetativo.  

"Scott foi capaz de mostrar que tem uma mente consciente e pensante. Nós o examinamos várias vezes e seu padrão de atividade cerebral mostra que ele está claramente escolhendo responder nossas questões. Acreditamos que ele saiba quem é e onde está", diz Owen, em entrevista à BBC. 

Steve Graham, outro paciente analisado pelos pesquisadores, conseguiu demonstrar que adquiriu novas memórias mesmo depois de ter sofrido um grave dano cerebral em um acidente de carro. O paciente respondeu “sim”, logo após ser questionado se sua irmã teria uma filha. A sobrinha de Graham nasceu após a sua colisão, cinco anos atrás.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/homem-estado-vegetativo-consegue-comunicar-atrav%C3%A9s-resson%C3%A2ncia.html
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sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Inserção de Deficientes

A partir das próprias dificuldades, sociólogo desenvolve tecnologia social para sinalizar o caminho da inserção dos deficientes visuais.

Vítima de uma doença degenerativa que o levou à cegueira na adolescência, Fernando Botelho, 42, teve acesso a todos os equipamentos de ponta para estudar e graduar-se em sociologia nos Estados Unidos. De volta ao Brasil, criou o F123, negócio social que usa um software livre e torna mais simples a inclusão digital, social e profissional de pessoas cegas ou com baixa visão. O programa equivale a 8% do preço do software para deficientes visuais mais vendido no mercado e beneficiou mais de 700 pessoas.

“Andar no escuro é assustador –no começo”, diz Fernando Botelho, 42, que perdeu totalmente a visão ainda na adolescência. Mas a deficiência não o impediu de ter uma trajetória ascendente.
Formado em sociologia na Universidade Cornell (EUA) e com mestrado em relações internacionais na Universidade de Georgetown (EUA), ele foi consultor da Unctad, agência das Nações Unidas em Genebra, e é fluente em inglês e espanhol.
Seu passaporte também impressiona –já morou nos EUA, na Argentina, no Chile, na Espanha, na França, nas ilhas Cayman e na Suíça.
Até se estabelecer em Curitiba, há cinco anos, com Flávia de Paula, sua mulher, nunca tinha vivido além de quatro anos em uma cidade.
Seu problema de visão começou aos quatro anos, quando a mãe percebeu que ele tinha dificuldades para encontrar os brinquedos, mas o diagnóstico de retinose pigmentar só foi dado aos nove.
Para reverter o quadro da doença, sua família recorreu até a tratamentos experimentais no exterior. A cura não veio, mas, com o apoio dos pais, Fernando teve acesso a equipamentos de ponta que amenizaram os danos causados pela falta de visão.
COMPETITIVO
Foi então que decidiu estudar sozinho nos EUA. Queria “ser competitivo em uma área que não tivesse a ver com cegueira para ser reconhecido como profissional, não como cego profissional”.

Estudou pesado, ficou popular, foi disputado para dançar no baile de formatura e ainda hoje tem contato com os amigos da universidade. Tudo isso para mostrar que não era “o ceguinho”.
Essa briga contra o estereótipo do deficiente fez ele se expor a todo tipo de situação e lhe rendeu muitos casos saborosos e lembranças difíceis. Em 2001, quando morava em Nova York, estava só na rua, perto do World Trade Center, no dia 11 de setembro mais sombrio da história.
Sua descrição do atentado, porém, é diferente daquela a que estamos acostumados: ele diz que sentia pisar em cinzas e em papéis nas ruas, que havia um silêncio incomum e um cheiro fortíssimo de queimado.
MEDOS
Fernando é obstinado naquilo que traça como meta. Teimoso e sonhador, parece não ter medo de nada. Aliás, de quase nada: nos anos em que viveu no exterior, tudo o que mais temia era ter de voltar a morar no Brasil.

“Eu sabia que tinha potencial, mas que não teria tantas chances aqui, na época. Voltar para ficar revelando filme em quarto escuro ou fazendo vassoura?”
O medo se transformou em oportunidade quando o casal resolveu encarar nova mudança em 2007.
Fernando concluiu que sua atividade na Suíça não o recompensava mais emocionalmente e que era hora de vir para o Brasil. “Eu tinha a percepção de que os cegos poderiam se desenvolver se tivessem tecnologia. O problema era o preço da tecnologia.”
Daí veio o F123, um sistema voltado para os deficientes visuais que utiliza software livre, custa menos do que os oferecidos pela concorrência e ainda possibilita aos programadores a chance de melhorar o produto.
“Vi que, se me concentrasse na área da cegueira, poderia fazer a diferença. E isso por minha experiência anterior, minha formação. Descobri que não tinha mais vergonha, que não estava diminuído por trabalhar nessa área.”
FASE DOS POR QUÊS
Com o nascimento do projeto, ele atraiu para o campo da acessibilidade a mulher, com quem divide há 14 anos variadas experiências nas andanças pelo mundo e hoje, também, o escritório: ele é a parte desenvolvedora, idealizadora. Ela, dentista, atualmente conduz toda a parte administrativa do negócio.

Pelo que ambos dizem, não é ruim conviver por tanto tempo: “A gente não briga e aprendeu a confiar um no outro”, afirma Flávia.
A irmã, Ana Botelho, destaca entre as características do empreendedor “sua incansável vontade de aprender mais em tudo e a incrível teimosia de não desistir frente a uma negação ou obstáculo”. O pai, José Botelho, costuma dizer que o filho “não saiu da fase dos por quês”.
Os amigos o definem como alguém especial. “Ele é altamente empreendedor e, ao mesmo tempo, dotado de consciência social”, afirma Lukas Stückling, com quem trabalhou na Suíça e que hoje é conselheiro do projeto F123.
Fernando conta que sempre teve duas obsessões: provar ao mundo do que é capaz e ser útil a esse mesmo mundo. Porque andar no escuro, afinal de contas, é só uma forma diferente de andar.

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