domingo, 4 de abril de 2021

Como ajudar aqueles que possuem alguma deficiência

Melhorando a comunicação

Pessoas com deficiência são todas aquelas com condições físicas ou mentais que limitem de maneira substancial pelo menos uma atividade de vida importante.[1] Se você quiser saber como ajudar essas pessoas, há vários caminhos que pode tomar. Apenas aprender a se comunicar de maneira eficaz é um bom primeiro passo, mas você também pode oferecer seus serviços como voluntário ou educador.

 

  1. 1 Aprenda a terminologia correta. Sempre que falar sobre pessoas com deficiência, use os termos certos. Algumas palavras que antes eram consideradas padrão agora estão ultrapassadas, e podem até ser ofensivas. O primeiro passo para ajudar alguém com deficiência é se educar a respeito das palavras corretas.
    • Sempre de falar de alguém com uma deficiência, geralmente é educado colocar o status de pessoa antes da condição específica. Por exemplo, em vez de "deficiente" ou "portador de deficiência", o melhor é dizer "pessoa com deficiência". Um cadeirante pode ser identificado como "pessoa em cadeira de rodas". Mas existem algumas exceções a essa regra: muitas pessoas pertencentes a grupos cadeirantes, autistas, cegos e surdos preferem ser identificadas pela condição.[2] [3]
    • Alguns termos que antes eram considerados politicamente corretos agora estão ultrapassados e podem ofender. Palavras como "excepcional" ou "especial" costumavam ser apropriadas para se referir a quem tem deficiência mental, mas agora caíram em desuso. Antigamente, se usava "inválido" ou "aleijado" para descrever quem tem deficiências físicas que limitam a mobilidade, mas agora termos como "pessoa com deficiência física" são mais adequados.
    • Termos como "retardado" e "mongoloide" são considerados bastante ofensivos para os padrões de hoje. "Pessoas com deficiência cognitiva ou intelectual" e "pessoas com síndrome de Down" são os termos atuais. Embora "retardado" antes fosse considerado politicamente correto, como muitas pessoas passaram a usar o termo de maneira depreciativa, esse não é mais o caso. Evite usar o termo como um xingamento, pois isso demonstra muita falta de sensibilidade com quem tem uma deficiência cognitiva.

     


  2. 2 Comunique-se diretamente. É comum que pessoas com deficiência sejam ajudadas por intérpretes, enfermeiros ou amigos durante o dia a dia. Mas é importante que, ao se comunicar com alguém que tem uma deficiência, você fale diretamente com a pessoa, sem usar o outro como filtro para a conversa.
    • Olhe para a pessoa com quem você está conversando, não para o intérprete ou ajudante dela. É comum que as pessoas surdas olhem para o intérprete enquanto outra pessoa fala, já que elas precisam fazer isso para acompanhar a conversa. Mesmo assim, você ainda deve olhar para a pessoa surda, pois é com ela que você está conversando, não com o intérprete.[4]
    • Se você estiver se comunicando com uma pessoa em cadeira de rodas, sente-se para que ela não canse o pescoço ao se esforçar para olhar para você.[5] Evite se abaixar como faria com uma criança, pois isso geralmente é estranho.

     

  3. 3 Pergunte antes de oferecer ajuda. Se você vir alguém com deficiência que parece estar com dificuldade para fazer algo, seu primeiro instinto pode ser interferir e ajudar. Mas, sem saber as necessidades e intenções específicas daquela pessoa, você pode acabar causando mais mal do que bem. Sempre pergunte antes de oferecer ajuda.
    • Às vezes, alguém com deficiência pode parecer estar com dificuldades quando na verdade está tudo bem. Essas pessoas podem simplesmente demorar mais para fazer certas tarefas, mas isso não necessariamente significa que precisam de ajuda. Se você achar que a pessoa precisa de algo, pergunte.[6]
    • Se você vir alguém com deficiência que parecer precisar de ajuda, é só dizer: "Quer ajuda?" ou "Você precisa de ajuda?". Não é necessário dizer mais nada além disso.
    • Se a pessoa recusar sua oferta, não se sinta ofendido nem insista. Continue seu dia normalmente.[7] A pessoa conhece as necessidades dela melhor do que você, e forçá-la a aceitar ajuda seria rude.
    • Não ofereça conselhos médicos, principalmente se você não for médico. Ainda que sugerir yoga para alguém que sofre de dor crônica pareça útil, lembre-se de que a pessoa já tem um médico que conhece o histórico específico dela, e dar conselhos sem que ninguém tenha pedido é um pouco arrogante.[8]  

     

    4. Seja respeitoso com as palavras e as ações. 
    Sempre que interagir com alguém que tem uma deficiência, fale e aja de maneira respeitosa.
    • Quando for apresentado a alguém com deficiência, ofereça um aperto de mão. Mesmo uma pessoa com uso limitado das mãos pode fazer isso, e evitar oferecer um aperto de mão, que é um gesto de cortesia típico, chama a atenção para a deficiência da pessoa.
    • Fale em seu tom de voz normal. As pessoas muitas vezes acham que precisam falar mais devagar ou mais alto, principalmente ao interagir com alguém que tem deficiência auditiva, mas isso pode parecer rude ou infantilizador. Fale na sua voz de sempre.
    • Você pode fazer coisas para facilitar a comunicação. Por exemplo, quando interagir com uma pessoa que tem deficiência auditiva, olhe diretamente para ela, de modo que ela consiga ler seus lábios e acompanhar outras indicações visuais. Sentar-se para fazer contato visual com alguém em cadeira de rodas pode ser um gesto educado. Se a pessoa tiver dificuldades de fala, em vez de fingir que você entendeu algo que ela disse quando não entendeu, você pode pedir educadamente para a pessoa repetir.
    • Seja você mesmo durante qualquer conversa. Se você acidentalmente usar uma expressão comum que não se aplique ao caso, como dizer "veja só" para uma pessoa cega, não entre em pânico nem fique se desculpando. A pessoa vai entender que é um coloquialismo, não algo dito para ser entendido literalmente.
     
     
     
    5. Faça perguntas se elas forem relevantes. 
     
         É comum que as pessoas tenham medo de ofender alguém com deficiência por acidente e acabem agindo de maneira tensa ou forçada durante a interação. Isso pode ser alienante para quem tem uma deficiência. Por isso, seja você mesmo e fique calmo. Se você tiver alguma pergunta, pode perguntar sem problemas, desde que seja algo relevante para a situação. 
     
          Na maioria das vezes, as pessoas com deficiência preferem que você pergunte com educação em vez de ficar confuso. Por exemplo, você pode perguntar sem problemas a uma pessoa surda se ela consegue ler lábios e prefere que você se vire para ela sempre que for falar. Se você estiver planejando um evento e souber que a rampa de acesso para cadeirantes está na sala dos fundos, tudo bem perguntar para a pessoa se ela sabe onde a rampa está, já que o local é meio escondido.As pessoas têm medo de fazer perguntas porque não querem chamar a atenção para a deficiência de alguém. Mas evitar uma pergunta óbvia às vezes pode chamar mais atenção para a questão do que simplesmente abordá-la. Desde que a pergunta seja relevante para a situação presente, ela provavelmente não vai parecer insensível ou inconveniente.

Parte 2
                                     Voluntariado


 

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    Encontre oportunidades de voluntariado na sua região. Você pode encontrar oportunidades de voluntariado dentro do seu bairro. Há diversas organizações que se esforçam para dar assistência a pessoas com deficiência.
    • A AACD é uma organização com diversos programas para crianças e adolescentes com deficiência física que tem clínicas, escolas e centros de reabilitação. Ela tem várias filiais no país e oferece oportunidades para voluntários. Dependendo do caminho escolhido, você pode trabalhar diretamente com as pessoas que têm deficiência ou fazer trabalhos administrativos e de escritório para ajudar a fazer com que as instalações, os eventos e os programas funcionem bem. Acesse o site da AACD para encontrar oportunidades de voluntariado na sua região.[9]
    • A Associação Desportiva para Deficientes (ADD) é uma organização que atua para desenvolver a prática de esportes entre pessoas com deficiência e promove várias atividades, como basquete em cadeira de rodas, natação e atletismo. Entre na página da associação no Facebook e veja se há oportunidades de voluntariado disponíveis.[10]
    • A Universidade Livre para Eficiência Humana (UNILEHU) é uma organização do terceiro setor que trabalha com a inclusão de pessoas em situação vulnerável, incluindo aquelas com deficiência. Ela tem programas para promover a inserção dessas pessoas no mercado de trabalho, atuando no desenvolvimento delas e na preparação de empresas e outros ambientes de trabalho de modo a torná-los mais acessíveis. A instituição aceita voluntários para trabalhar em diversas áreas. Sua sede está em Curitiba, PR, mas ela atua em todo o território brasileiro.[11]
    • Você também pode procurar oportunidades em organizações específicas da sua região. Ligue para hospitais e casas de repouso locais para perguntar a respeito de onde atuar como voluntário, ou converse com alguém que você conheça e que trabalhe profissionalmente nessa área.
    • Algumas organizações são consideradas mais prejudiciais do que benéficas. Informe-se com a comunidade das pessoas com deficiência para ver se o grupo é confiável.

     


  2. Arrecade ou doe dinheiro. Às vezes, a captação de recursos é muito útil. As pessoas com deficiência muitas vezes precisam de renda extra para cobrir despesas médicas, reformas na casa e outros gastos.
    • Todas as organizações listadas acima fazem campanhas periódicas de arrecadação de recursos. Doar dinheiro, mesmo que seja uma quantia pequena, pode ajudar. Você também pode pedir doações a amigos e familiares. Se for fazer uma festa de aniversário, um chá de cozinha ou outro grande evento em que é costume trazer presentes, você pode pedir doações em vez deles.
    • Se você conhece alguém com deficiência e que precisa de dinheiro para um problema relacionado à condição, ajude essa pessoa a arrecadar fundos. Você pode organizar um evento, como um jantar ou uma festa, e cobrar uma taxa de entrada para pagar pelas despesas médicas da pessoa. Também é possível arrecadar dinheiro por meio de campanhas na Internet, em sites de financiamento coletivo. Você pode ainda criar algum tipo de rifa ou concurso e cobrar uma taxa de inscrição ou ingressos. Há várias maneiras de arrecadar dinheiro para pessoas necessitadas.
    • Se você for estudante, saiba que algumas organizações contratam universitários para captar recursos durante os meses de férias. Você pode encontrar uma organização que ajude pessoas com deficiência e se candidatar para uma vaga desse tipo, o que permitirá que você faça sua parte e ganhe experiência profissional

     

     Ajude com a acessibilidade. É comum que pessoas com deficiência precisem de ajuda para se locomover. Você pode se disponibilizar para ajudar nesse sentido.

    • Se a deficiência da pessoa a impedir de dirigir, você pode se oferecer para ajudar com o transporte dela, levando a pessoa para os lugares ou ajudando-a a pegar o transporte público. Muitas organizações recrutam voluntários para este propósito específico.
    • Algumas instituições procuram tornar o mundo em geral mais acessível para pessoas com deficiências relacionadas à mobilidade, com a instalação de rampas e outros dispositivos para quem usa cadeira de rodas em espaços públicos. Para ajudá-las, você pode escrever para congressistas, assinar petições, coletar assinaturas e ajudar a aumentar a conscientização a respeito de prédios e estruturas que limitam o acesso a quem tem deficiências relacionadas à mobilidade.[12]
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  3. Seja voluntário no treinamento de um cão de serviço. Se você gosta de cachorros, ajudar a treinar um cão de serviço pode ser uma ótima maneira de auxiliar quem tem uma deficiência.
    • Os cães de serviço são treinados para ajudar pessoas com deficiência cognitiva ou física. Antes de receberem um dono, eles precisam de treinamento especial e costumam ficar com um voluntário até terem 18 meses de idade.[13]
    • Se você se voluntariar para criar um cão de serviço, precisará frequentar treinamentos regulares e treinar o animal em casa entre eles.[14]
    • Treinar um cão de serviço pode ser gratificante, mas também é uma experiência difícil. Pode ser complicado dar um cachorro ou filhote depois de se apegar a ele. Veja se você está emocionalmente preparado para a tarefa antes de se comprometer com ela.

     Essa é uma ótima opção para universitários, primeiro porque muitos querem ter um animal de estimação, mas não podem se comprometer por muito tempo, e depois porque a universidade é um dos melhores lugares para socializar um cachorro, já que há tantas atividades no campus.

    • Imagem intitulada Develop a Relationship With a Customer Step 7

Parte 3
Educando outras pessoas

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    Use as mídias sociais para seu benefício. Já que muita gente usa mídias sociais como o Facebook e o Twitter de maneira ativa, é fácil difundir a conscientização por meio dessas plataformas.
    • Publique links para artigos a respeito de diversas deficiências e informe as pessoas a respeito de várias deficiências cognitivas e físicas. Mas não compartilhe somente informações factuais. Forneça links para artigos sobre como conversar com quem tem uma deficiência, como ajudar e como ser voluntário.
    • Se você estiver tentando arrecadar dinheiro ou coletar assinaturas para um abaixo-assinado, as mídias sociais são ferramentas poderosas para isso. Publicar links que mostrem onde doar ou assinar é a maneira mais fácil e mais rápida de ajudar sua causa.
    • Escolha artigos que as pessoas possam ler no computador ou no celular. Em geral, os usuários de internet costumam selecionar artigos mais curtos, especialmente aqueles em forma de lista ou que têm vários pontos.Imagem intitulada Accept Change Step 9

  2. 2
    Trabalhe contra o preconceito. Se você ouvir alguém fazendo comentários depreciativos, com ou sem intenção, sobre pessoas com deficiência, não fique calado.
    • É comum que a pessoa use a palavra ou a frase errada sem saber. Nesses casos, você pode corrigi-la com educação. Por exemplo, se ouvir alguém dizendo "mongoloide", você pode dizer: "Na verdade, o termo correto é 'pessoa com síndrome de Down.'"
    • A palavra "retardado" é muito usada, até mesmo em algumas formas de mídia, para se referir genericamente a algo frustrante ou desagradável. As pessoas muitas vezes vão defender o uso dela, dizendo que não estão falando da deficiência, mas você pode interferir e explicar que, seja qual for a intenção, a palavra carrega associações que fazem mal a muita gente.
    • Se você vir discriminação contra pessoas com deficiência no trabalho ou em um ambiente escolar, denuncie para as autoridades competentes. Caso não saiba com quem falar, entre em contato com uma organização que defenda os direitos das pessoas com deficiência e peça conselhos a ela.

    Imagem intitulada Find a Job if You Have a Disability Step 14

  3. 3
    Direcione as pessoas para os recursos corretos. Muita gente não quer ofender nem desrespeitar, mas não sabe como interagir com quem tem uma deficiência. Se alguém parecer confuso, encaminhe essa pessoa para sites e organizações relevantes que possam ajudá-la a aprender como interagir com alguém que tenha uma deficiência. A educação é uma ferramenta poderosa para promover mudanças sociais e criar um mundo mais tolerante e acolhedor. 
     

 

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sexta-feira, 2 de abril de 2021

Dia mundial do autismo

 O preconceito ainda persiste… | Jornal e Agora

         A data, criada em 2008 pelas Organização das Nações Unidas (ONU), chama a atenção para a importância de conhecer e tratar o transtorno que atinge mais de 70 milhões de pessoas no mundo, afetando a maneira como esses indivíduos se comunicam e interagem.

     O Transtorno do Espectro Autista (TEA) envolve atrasos e comprometimentos do desenvolvimento, seja da linguagem, seja no comportamento social. Os sintomas podem ser emocionais, cognitivos, motores ou sensoriais. O diagnóstico definitivo é dado após os 3 anos de idade, mas os sintomas podem ser observados antes disso e os cuidados podem ser iniciados de imediato. A incidência em meninos é maior, tendo uma relação de quatro meninos para uma menina com o transtorno.

      Para efeitos legais, os autistas são considerados pessoas com deficiência. De acordo com a Lei nº 12.764/12, é direito da pessoa com TEA o acesso a ações e serviços de saúde, incluindo identificação precoce, atendimento multiprofissional, terapia nutricional, medicamentos e informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento.

      O Ministério dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência, celebra a data e segue empenhada em garantir os direitos das pessoas com autismo no Brasil.

Tags: Pessoa com deficiência
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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Como lidar com as pessoas com deficiência


                                       DICAS DE RELACIONAMENTO


          Apresentamos a seguir algumas orientações que as pessoas podem seguir nos seus contatos com as pessoas com deficiência. Não são regras, mas esclarecimentos resultantes da experiência de diferentes pessoas que atuam na área e que apontam para as especificidades dos diferentes tipos de deficiências.

Como chamar
       Prefira usar o termo hoje mundialmente aceito: “pessoa com deficiência (física, auditiva, visual ou intelectual)”, em vez de “portador de deficiência”, “pessoa com necessidades especiais” ou “portador de necessidades especiais”;
       Os termos ”cego” e “surdo” podem ser utilizados;
Jamais utilizar termos pejorativos ou depreciativos como “deficiente”, “aleijado”, “inválido”, “mongol”, “excepcional”, “retardado”, “incapaz”, “defeituoso” etc.


                                        Pessoas com deficiência física

            É importante perceber que para uma pessoa sentada é incômodo ficar olhando para cima por muito tempo. Portanto, ao conversar por mais tempo que alguns minutos com uma pessoa que usa cadeira de rodas, se for possível, lembre-se de sentar, para que você e ela fiquem com os olhos no mesmo nível.
           A cadeira de rodas (assim como as bengalas e muletas) é parte do espaço corporal da pessoa, quase uma extensão do seu corpo. Apoiar-se na cadeira de rodas é tão desagradável como fazê-lo numa cadeira comum onde uma pessoa está sentada.
 
           Ao empurrar uma pessoa em cadeira de rodas, faça-o com cuidado. Preste atenção para não bater naqueles que caminham à frente. Se parar para conversar com alguém, lembre-se de virar a cadeira de frente para que a pessoa também possa participar da conversa.
          Mantenha as muletas ou bengalas sempre próximas à pessoa com deficiência.
Se achar que ela está em dificuldades, ofereça ajuda e, caso seja aceita, pergunte como deve proceder.            As pessoas têm suas técnicas individuais para subir escadas, por exemplo, e, às vezes, uma tentativa de ajuda inadequada pode até atrapalhar. Outras vezes, o auxílio é essencial. Pergunte e saberá como agir e não se ofenda se a ajuda for recusada.
        Se você presenciar um tombo de uma pessoa com deficiência, ofereça-se imediatamente para auxiliá-la. Mas nunca aja sem antes perguntar se e como deve ajudá-la.
       Esteja atento para a existência de barreiras arquitetônicas quando for escolher uma casa, restaurante, teatro ou qualquer outro local que queira visitar com uma pessoa com deficiência física.
      Não se acanhe em usar termos como “andar” e “correr”. As pessoas com deficiência física empregam naturalmente essas mesmas palavras.


                           Pessoas com deficiência visual

         É bom saber que nem sempre as pessoas com deficiência visual precisam de ajuda. Se encontrar alguém que pareça estar em dificuldades, identifique-se, faça-a perceber que você está falando com ela e ofereça seu auxílio.
       Nunca ajude sem perguntar como fazê-lo. Caso sua ajuda como guia seja aceita, coloque a mão da pessoa no seu cotovelo dobrado. Ela irá acompanhar o movimento do seu corpo enquanto você vai andando. Num corredor estreito, por onde só é possível passar uma pessoa, coloque o seu braço para trás, de modo que a pessoa cega possa continuar seguindo você.
 
         É sempre bom avisar, antecipadamente, sobre a existência de degraus, pisos escorregadios, buracos e outros obstáculos durante o trajeto.
       Ao explicar direções, seja o mais claro e específico possível; de preferência, indique as distâncias em metros (“uns vinte metros à nossa frente”, por exemplo). Quando for afastar-se, avise sempre.
      Algumas pessoas, sem perceber, falam em tom de voz mais alto quando conversam com pessoas cegas. A menos que ela tenha, também, uma deficiência auditiva que justifique isso, não faz nenhum sentido gritar. Fale em tom de voz normal.
 
      Não se deve brincar com um cão-guia, pois ele tem a responsabilidade de guiar o dono que não enxerga e não deve ser distraído dessa função.
      As pessoas cegas ou com visão subnormal são como você, só que não enxergam. Trate-as com o mesmo respeito e consideração dispensados às demais pessoas. No convívio social ou profissional, não as exclua das atividades normais. Deixe que elas decidam como podem ou querem participar.
      Fique à vontade para usar palavras como “veja” e “olhe”, pois as pessoas com deficiência visual as empregam com naturalidade.


Pessoas com paralisia cerebral

         A paralisia cerebral é fruto da lesão cerebral, ocasionada antes, durante ou após o nascimento, causando desordem sobre os controles dos músculos do corpo. A pessoa com paralisia cerebral não é uma criança, nem é portador de doença grave ou contagiosa.

          Trate a pessoa com paralisia cerebral com a mesma consideração e respeito que você usa com as demais pessoas.
          Quando encontrar uma pessoa com paralisia cerebral, lembre-se que ela tem necessidades específicas, por causa de suas diferenças individuais, e pode ter dificuldades para andar, fazer movimentos involuntários com pernas e braços e apresentar expressões estranhas no rosto.
         Não se intimide, trate-a com naturalidade e respeite o seu ritmo, porque em geral essas pessoas são mais lentas. Tenha paciência ao ouvi-la, pois a maioria tem dificuldade na fala. Há pessoas que confundem esta dificuldade e o ritmo lento com deficiência intelectual.


                            Pessoas com deficiência auditiva

       Não é correto dizer que alguém é surdo-mudo. Muitas pessoas surdas não falam porque não aprenderam a falar. Algumas fazem a leitura labial, outras não.
Ao falar com uma pessoa surda, acene para ela ou toque levemente em seu braço, para que ela volte sua atenção para você. Posicione-se de frente para ela, deixando a boca visível de forma a possibilitar a leitura labial. Evite fazer gestos bruscos ou segurar objetos em frente à boca. Fale de maneira clara, pronunciando bem as palavras, mas sem exagero. Use a sua velocidade normal, a não ser que lhe peçam para falar mais devagar.
 
      Ao falar com uma pessoa surda, procure não ficar contra a luz, e sim num lugar iluminado.
Seja expressivo, pois as pessoas surdas não podem ouvir mudanças sutis de tom de voz que indicam sentimentos de alegria, tristeza, sarcasmo ou seriedade, e as expressões faciais, os gestos e o movimento do seu corpo são excelentes indicações do que você quer dizer.
 
     Enquanto estiver conversando, mantenha sempre contato visual. Se você desviar o olhar, a pessoa surda pode achar que a conversa terminou.
Nem sempre a pessoa surda tem uma boa dicção. Se tiver dificuldade para compreender o que ela está dizendo, não se acanhe em pedir para que repita. Geralmente, elas não se incomodam em repetir quantas vezes for preciso para que sejam entendidas. Se for necessário, comunique-se por meio de bilhetes. O importante é se comunicar.
 
      Mesmo que pessoa surda esteja acompanhada de um intérprete, dirija-se a ela, e não ao intérprete.
Algumas pessoas surdas preferem a comunicação escrita, outras usam língua de sinais e outras ainda preferem códigos próprios. Estes métodos podem ser lentos, requerem paciência e concentração. Você pode tentar se comunicar usando perguntas cujas respostas sejam sim ou não. Se possível, ajude a pessoa surda a encontrar a palavra certa, de forma que ela não precise de tanto esforço para transmitir sua mensagem. Não fique ansioso, pois isso pode atrapalhar sua conversa.


                                   Pessoas com deficiência intelectual
        Você deve agir naturalmente ao dirigir-se a uma pessoa com deficiência intelectual.
        Trate-a com respeito e consideração. Se for uma criança, trate-a como criança. Se for adolescente, trate-a como adolescente, e se for uma pessoa adulta, trate-a como tal.
         Não a ignore. Cumprimente e despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa.
         Dê-lhe atenção, converse e verá como pode ser divertido. Seja natural, diga palavras amistosas.
         Não superproteja a pessoa com deficiência intelectual. Deixe que ela faça ou tente fazer sozinha tudo o que puder. Ajude apenas quando for realmente necessário.
        Não subestime sua inteligência. As pessoas com deficiência intelectual levam mais tempo para aprender, mas podem adquirir muitas habilidades intelectuais e sociais.





Fonte:
“O que as empresas podem fazer pela inclusão das pessoas com deficiência”
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
www.ethos.org.br




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sábado, 24 de outubro de 2020

TDAH EM ADULTOS - TESTE DE DESATENÇÃO


 Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=jf5pSM4lHNw&ab_channel=Sa%C3%BAdedaMente

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quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Sinais de Autismo em ADULTOS e ADOLESCENTES

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=vLy1n3HS3dM&ab_channel=Mam%C3%A3eTagarela

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sábado, 3 de outubro de 2020