quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Dia Internacional da Língua de Sinais

 

                                         Fonte da imagem     Dia Internacional das Línguas de Sinais | UniSant'Anna (unisantanna.br)

         O Dia Internacional das Línguas de Sinais é comemorado em razão da criação da Federação Mundial dos Surdos, em 1951. É um marco em defesa dos direitos dos surdos, da promoção do conhecimento e do uso das línguas de sinais. A data de hoje é importantíssima e tem por objetivo não deixar ninguém para trás.

         O significado da data de hoje é o nascimento de uma organização que luta pela defesa dos direitos e busca a preservação e compartilhamento das línguas de sinais e da cultura das pessoas surdas. Respeitar e incentivar o conhecimento e uso da línguas de sinais é uma das principais formas para incluir pessoas surdas na sociedade.

          No Brasil, a data é comemorada em 23 de abril, que pela lei Lei 10.436, a Libras é reconhecida como um idioma oficial do nosso país.

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terça-feira, 21 de setembro de 2021

Dia Nacional de Luta da Pessoa Portadora de Deficiência - 21-09

 
A data foi instituída pela Lei nº 11.133/2005, com o objetivo de conscientizar a população de que as pessoas com deficiência devem ter seus direitos respeitados.

Pessoa com deficiência é a que possui limitação ou incapacidade para o desempenho de atividades e requer atenção integral que compreenda ações de promoção, prevenção, assistência, reabilitação e manutenção da saúde.

As deficiências se enquadram nas seguintes categorias:

– deficiência física;
– deficiência visual;
– deficiência auditiva;
– deficiência mental;
– deficiência múltipla.

No Brasil, a Lei Brasileira de Inclusão de Pessoa com Deficiência, Lei 13.146/2015, também conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência, incorporou os princípios da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, realizada em 2006, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e ratificada pelo país em 2008.

A LBI aborda itens como discriminação, atendimento prioritário, direito à reabilitação e acessibilidade. A Lei estabelece, também, que pessoas com deficiência têm autorização de saque do Fundo de Garantia de Tempo de Serviço (FGTS) para aquisição de próteses e órteses.

No campo da saúde, a Política Nacional de Saúde da Pessoa com Deficiência estabelece suas principais diretrizes:

– promoção da qualidade de vida das pessoas com deficiência;
– assistência integral à saúde da pessoa com deficiência;
– prevenção de deficiências;
– ampliação e fortalecimento dos mecanismos de informação;
– organização e funcionamento dos serviços de atenção à pessoa com deficiência;
– capacitação de recursos humanos.

A atenção integral à saúde, destinada à pessoa com deficiência, pressupõe uma assistência específica à sua condição, ou seja, serviços estritamente ligados à sua deficiência, além de assistência a doenças e agravos comuns a qualquer cidadão.

O atendimento é prestado pelos profissionais das Equipes de Saúde da Família (médicos, enfermeiros, auxiliares de enfermagem, agentes comunitários de saúde, dentistas e auxiliares de consultório dentário) na unidade de saúde ou nos domicílios. É importante procurar uma unidade de saúde próxima à moradia. Neste local, o usuário terá acesso à avaliação do seu estado geral de saúde, podendo ser encaminhado a um serviço que ofereça avaliação funcional e de reabilitação, e, quando necessário, à aquisição de órteses e próteses.

Segue, abaixo, legislação referente a outros direitos da pessoa com deficiência:

Lei n° 7.713/1998: garante a dedução do Imposto de Renda para pessoas com deficiência;

Lei nº 7.853/1989: dispõe sobre o apoio às pessoas com deficiência e sua efetiva integração social;

Lei nº 8.213/1991: ordena que, a partir de 100 empregados, a empresa deve reservar de 2% a 5% de vagas para pessoas com deficiência;

Lei nº 10.098/2000: normatiza as condições de acessibilidade;

Lei nº 10.436/2002: reconhece a Língua Brasileira da Sinais (LIBRAS) para os surdos.

Fontes:

Agência Câmara de Notícias
Freedom
Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos
Ministério da Saúde. A pessoa com deficiência e o Sistema Único de Saúde

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Dia Mundial da Doença de Alzheimer e Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer - 21-09

 

A campanha deste ano chama a atenção para os sinais de alerta da demência, incentivando as pessoas a buscar informações, aconselhamento e apoio, bem como a entrar em contato com associações de Alzheimer ou demência em seu país.

No Brasil, a Lei nº 11.736/2008 instituiu o 21 de setembro como Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer.

Cerca de 1,2 milhão de brasileiros vivem com alguma forma de demência e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 50 milhões e, segundo estimativas da Alzheimer’s Disease International, os números poderão chegar a 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050, devido ao envelhecimento da população. Esse cenário mostra que a doença caracteriza uma crise global de saúde que precisa ser enfrentada.

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa, progressiva e ainda sem cura que afeta, majoritariamente, pessoas acima de 65 anos de idade, impactando a memória, a linguagem e a percepção do mundo. Provoca alterações no comportamento, na personalidade e no humor do paciente.

A doença é progressiva e os sintomas podem ser divididos em três “fases”.

– Leve: falhas de memória e esquecimentos constantes; dificuldades em realizar tarefas complexas (como cuidar das finanças);
– Moderada: o paciente já necessita de ajuda para realizar tarefas simples, como se vestir;
– Avançada: o paciente necessita de auxílio para realizar qualquer atividade, como comer, tomar banho e cuidar da higiene.

Dez sinais de alerta para o Alzheimer:

– problema de memória que chega a afetar as atividades e o trabalho;
– dificuldade para realizar tarefas habituais;
– dificuldade para comunicar-se;
– desorientação no tempo e no espaço;
– diminuição da capacidade de juízo e de crítica;
– dificuldade de raciocínio;
– colocar coisas no lugar errado, muito frequentemente;
– alterações frequentes do humor e do comportamento;
– mudanças na personalidade;
– perda da iniciativa para fazer as coisas.

Apesar de ainda não haver cura para a doença de Alzheimer, já existem opções de tratamento: medicamentos (disponíveis nas farmácias do SUS), reabilitação cognitiva, terapia ocupacional, controle de pressão alta, diabetes e colesterol, além de atividade física regular, podem ajudar a manter a qualidade de vida por mais tempo.

Prevenção:

– ter uma vida ativa e com objetivos;
– praticar atividade física regular por pelo menos por 150 minutos por semana;
– controlar os fatores de risco cardiovascular, como hipertensão e diabetes;
– procurar estudar e adquirir conhecimento;
– trabalhar sua capacidade de concentração;
– dormir bem.

Para explicar como a doença afeta o cérebro, a Alzheimer’s Association Brasil disponibiliza em sua página a apresentação: Dentro do cérebro: Uma viagem interativa.

 

Em 21 de setembro, a Alzheimer Disease International (ADI) lançará o Relatório Mundial de Alzheimer 2021. Intitulado ‘Viagem pelo diagnóstico da demência’, o documento levanta questões importantes e desafiadoras para os sistemas de saúde, governos, gestores e pesquisadores, com foco em testemunhos de pessoas que vivem com a doença, sobre o que e como o sistema pode e deve ser melhorado.

Inscreva-se para participar do webinar de lançamento do Relatório, ouvir especialistas globais em diagnóstico, pessoas que vivem com demência, cuidadores e da sessão de perguntas e respostas.


Fontes
:

Alzheimer’s Association – Brasil
Alzheimer Disease International
Associação Brasileira de Alzheimer
Brazilian Institute of Neuroscience and Neurotechnology – Brainn/Unicamp

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sábado, 31 de julho de 2021

O sistema Braille no mundo



 Inventado em 1825, o Sistema Braille foi empregado inicialmente por Louis Braille e seus alunos no Instituto Real de Jovens Cegos de Paris. Em 1829, a administração do Instituto Real de Jovens Cegos publicou, com a intenção de difundir e divulgar oficialmente o sistema, um livro intitulado "Método de palavras, escritas, música e canções por meio de sinais, para uso dos cegos e adaptados para eles". Uma nova edição desse método foi feita em 1837 com algumas modificações.

 

O sistema de sessenta e três sinais que conhecemos até hoje foi então codificado. Somente em 1847, entretanto, devido à política interna do próprio Instituto Real, voltou a ser utilizado o Sistema Braille para a impressão de livros por essa instituição, sendo proclamado oficialmente. Em 1854, o Instituto publicou em Braille o primeiro trabalho em língua estrangeira: um livro de leitura em português. Os recursos para essa impressão foram doação pessoal do Imperador do Brasil.

 

Paris finalmente venceu e outras cidades da França foram seguindo seus passos na medida que as escolas especiais eram criadas nas províncias. A adoção do Sistema Braille na Europa foi mais lenta. Em 1860, foi impresso o primeiro livro em Sistema Braille fora da França, em Lousane, na Suíça. Apesar da incontestável vantagem do Braille, a completa adoção do sistema levou muitos anos.

 

De 1860 a 1880, o Sistema Braille foi adotado em toda a Europa, em sua forma original, com pequenas alterações devidas às particularidades de cada língua. Mas a luta pela introdução do sistema em outros países fora da Europa esta longe de terminar.

 

Na América do Norte, o Sistema Braille foi introduzido em 1860, mas houve muita relutância em sua aceitação. Somente em 1918, após quinze anos de trabalho de um comitê especial, a unificação foi possível. O comitê aceitou o Braille francês inicial, restabelecendo a uniformidade não só no próprio país como entre os Estados Unidos e a Europa. Em 1932, foi feito um acordo para o estabelecimento da unificação do Sistema Braille padrão da língua inglesa.

 

Na Ásia, as primeiras adaptações do Braille às línguas não européias datam do período de 1870 a 1880. O Braille foi adaptado inicialmente às línguas mais conhecidas e toda a honra da introdução do Braille na Ásia, África e nos territórios mais longínquos cabe aos missionários europeus e americanos.

 

Nos seus postos avançados e isolados, eles procuraram dar atendimento aos cegos que chegavam às missões e, sem premeditação, criaram as primeiras escolas para cegos nessas regiões. Para proporcionar um ensino sistemático, os missionários fizeram o melhor que lhes foi possível para adaptar o Braille aos seus dialetos.

 

O Braille no Extremo Oriente teve grande dificuldade para ser introduzido. Foi preciso muito esforço e criatividade para condensar os longos alfabetos a fim de exprimir os milhares de ideogramas utilizando as sessenta e três combinações do sistema.

 

A introdução do Braille foi então sendo feita através das adaptações necessárias a cada língua ou dialeto, de uma forma desordenada. Entretanto, em 1949, a Índia fez um apelo à UNESCO para que essa organização mundial contribuísse de alguma forma positiva para a racionalização do Braille nas diversas partes do mundo.

 

Os sessenta e dois anos de discussões e estudos sobre as diversas aplicações do Braille foram sem dúvida inevitáveis. Mas, diante dessa solicitação da Índia, o Conselho Executivo da UNESCO reconheceu a importância internacional do problema, decidindo que aquele organismo deveria contribuir ativamente para encontrar uma solução satisfatória tanto aos governos quanto aos cegos de todo o mundo. A UNESCO aceitou o desafio e começou os seus trabalhos sobre o Sistema Braille em primeiro de julho de 1949, terminando-o em 31 de dezembro de 1951.

 

Em março de 1950, realizou-se a Conferência Internacional de Braille, em Paris. Para essa reunião, foram convidados especialistas em Braille das diversas zonas lingüísticas, especialistas na educação de cegos e dirigentes de imprensas Braille.

 

Os técnicos convocados pronunciaram-se a favor de um Sistema Braille mundial unificado e estabeleceram os princípios sob os quais esse sistema deveria ser baseado. O estabelecimento do Braille mundial e as modalidades de sua aplicação nas principais línguas constituiu a fase seguinte dos trabalhos.

 

A Conferência Geral da UNESCO autorizou a convocação de reuniões regionais para a elaboração de um código Braille uniforme aos países de fala árabe como Egito, Iraque, Jordânia, Líbano, Paquistão, Irã e Síria, além de Sri-Lanka, Índia e Malásia. Outras conferências regionais também foram realizadas para a unificação do Braille abreviado para o português e espanhol.

 

Uma das recomendações da Conferência Geral da UNESCO, da qual participou um delegado da Fundação Dorina Nowill para Cegos, reunida em março de 1950 em Paris, era que fosse criado um Conselho Mundial de Braille para promover a adoção do Sistema Braille unificado para o uso normal e códigos especiais de matemática e música.

 

O Conselho Executivo da UNESCO, levando em consideração esse pedido, autorizou em outubro de 1951, o funcionamento provisório, sob a forma de um Comitê Consultivo, do Conselho Mundial de Braille diretamente ligado à UNESCO, que passou a funcionar oficialmente em 1952.

 

A primeira comissão indicada para estuda a criação do Conselho definiu a sua composição, as suas funções e os seus estatutos, propondo também os membros que deveriam fazer parte do mesmo. Atualmente, o Conselho Mundial de Braille faz parte integrante da União Mundial de Cegos, como um de seus comitês.

 

Todas essas resoluções, explicações e instruções sobre o uso do Braille por extenso e abreviado foram publicadas pela UNESCO em 1954 no livro "A escrita Braille no mundo". Essa publicação encontra-se esgotada. Em 1975, foi indicada uma nova comissão do então Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos para estudar a edição desse mesmo livro, atualizado e revisto.

 

A música também foi objeto de estudos, a partir de 1929, por ocasião da realização da Conferência Internacional de Braille. Entretanto, foi impossível um acordo total sobre o código de notações musicais. Nova conferência foi organizada pela UNESCO, pela União Mundial de Cegos e pelo Conselho Mundial de Braille, em Paris, em 1954, da qual participou um delegado brasileiro, representante da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

 

Como consequência do trabalho dos especialistas reunidos nessa conferência, surgiu o "Manual Internacional de Notações Musicais em Braille". Essa publicação, compilada por H. V. Spanner e publicada pelo Conselho Mundial de Cegos, estabeleceu normas gerais para a transcrição de músicas para o Sistema Braille. Embora não seja de uso universal, a maioria dos países tomam-no como base para a aplicação do Sistema Braille à música, em todos os seus aspectos e para todos os instrumentos musicais.

Fonte: primeiro livro em braile - Bing

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sexta-feira, 16 de julho de 2021

terça-feira, 6 de julho de 2021

Estatuto da pessoa com deficiência - 06 de Julho



O que é e para que serve o estatuto da pessoa com deficiência? O estatuto da pessoa com deficiência é um conjunto de leis, deveres e direitos de pessoas que possuem algum tipo deficiência, criado para melhorar as condições básicas e trabalhistas. P assou a vigorar no ano de 2016, desde então, beneficia milhares de pessoas diariamente.

Acesse o Estatuto aqui: Clique para ler

 

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