domingo, 1 de agosto de 2010

Até onde vai seu preconceito???

"Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano. Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais..." (Martin Luther King)

            Ao olhar para o mundo através de uma lente de categorias rígidas, elas não acreditam na natureza humana, temendo e rejeitando todos os grupos sociais aos quais não pertencem, assim, como suspeitam deles. O preconceito é uma manifestação de sua desconfiança e suspeita.
Não existe um caminho único para resolver essa questão, mas existem três maneiras mais efetivas para erradicar o preconceito.

1. Disseminação de informações científicas sobre o objeto do preconceito, assim as bases de julgamento errôneo pode ser removidas.

2. Demonstrar de forma frequente fatos sobre as pessoas que julgamos diferentes. Assim pode-se associá-los a situações favoráveis. A convivência, através de uma atitude comunitária é , talvez a forma mais adequada de se reduzir o preconceito.

3. Remoção de condições sociais e econômicas que criam dificuldades e frustrações.

            Investigações de grande profundidade demonstraram que pessoas continuamente frustradas são mais aptas de desenvolver preconceito, porque elas tem uma maior necessidade de um bode expiatório contra aqueles de sentimentos reprimidos de hostilidade que possam ser expressados.

           Cada indivíduo que desejar tomar parte na tarefa de remover o preconceito da sociedade pode fazê-lo, tornando-se bem informado sobre as descobertas da ciência a cerca do assunto, participando continuamente em atividades que estimulem a convivência na diversidade, ajudando a melhorar aquelas condições sociais gerais que trazem frustrações e dificuldades a muitos grupos de pessoas, e encorajando outros a juntar-se a ele nestes empreendimentos.

           A humanidade deve possuir um desejo de superar o resíduo de superstições e das noções infundadas sobre pessoas e coisas, às quais muitos estão propensos a aceitar como uma simples verdade, porque elas tem sido muitas vezes repetidas pelos parentes, companheiros, e amigos íntimos.

           Experimente entrar no mundo das pessoas a respeito de quem você tem alguma forma de preconceito, certamente a experiência da empatia vai ser a maior motivação que você pode encontrar.

[1] SOUZA , Regina Célia de . Atitude, preconceito e estereótipo. Website Brasil Escolahttp://www.brasilescola.com/psicologia/atitude-preconceito-estereotipo.htm
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Tecnologias Assistivas, Todos Usamos...



Youtube: Disponível em: http://www.youtube.com/watch?v=6FrnIIsgUl0 Acessado em: 01 de agosto de 2010.
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Tirem as nádegas da cadeira!!!


Entrevistador: Marco Antonio de Queiroz - MAQ.

1 - Porque inclusão?

Porque as exclusões são muitas. Vivemos ainda numa sociedade compartimentada e, apesar dos discursos bonitos a respeito de igualdade, percebemos que muitos (e não só as pessoas com deficiência) não tem acesso às condições mais básicas de existência. Perpetuar essas exclusões é uma forma de considerar determinadas pessoas como seres humanos de segunda ou terceira categoria, como se fossem menos humanos, com menos necessidades que os demais.

2 - Inclusão escolar, inclusão social, inclusão no trabalho, inclusão política… algum excluído conseguiria sentir-se em uma sociedade inclusiva caso sua deficiência não fosse aceita em sua própria casa?
Algumas pessoas conseguiram superar suas próprias exclusões familiares e encontrar seu espaço social mas, sem dúvida, se no espaço social que mais deveria dar apoio às pessoas, elas são excluídas, a vida fica muito mais difícil.
O que não significa que, apesar de amados por suas famílias, muitos não sejam excluídos dentro dos seus próprios lares sob relações pessoais que parecem aceitáveis, mas são excludentes. Muitos pais não acreditam que seus filhos conseguirão estudar, outros os “protegem” da sociedade evitando qualquer contato com ela e, não poucos, lidam com a deficiência como se essa precisasse de pena e comiseração.


3 - Alguns políticos tradicionais de esquerda associam a luta das pessoas com deficiência à uma “luta de classes”, na verdade, uma “luta de segmentos da sociedade”. Como militante da inclusão das pessoas com deficiência, do segmento menos visível socialmente, como percebe sua briga pessoal a favor das pessoas com deficiência intelectual?


Acho que o discurso ideológico da defesa dos direitos das pessoas com deficiência está muito próximo da defesa dos direitos humanos. Circunstancialmente esse é um discurso que acabou mais associado à esquerda, que se apropriou do mesmo. Direitos humanos não são nem de esquerda nem de direita.


Por outro lado, considerando que o atual discurso da direita liberal é o da competição e da lei do mais forte ou mais hábil, esse acaba considerando que as pessoas com deficiência são um estorvo para suas metas. Diga-se de passagem, não só as pessoas com deficiência, mas também os pobres, os analfabetos, os negros…


4 - Já sentiu vontade, alguma vez, de largar tudo? Porque?


Largar tudo não. O que não significa que, de vez em quando, eu não deixe de lado algumas formas de militância e, quando o faço, costumo trocá-la por alguma outra que me pareça mais adequada. Existem alguns princípios dos quais eu não abro mão, o principal deles é o de lutar pela inclusão de todos de forma irrestrita, então não me alio com quem, para manter seus privilégios exclusivos, defende pseudo-inclusões de caráter limitado, ou como costumam dizer, a “inclusão responsável”, que nada mais é do que fingir que está incluindo, quando só está oferecendo migalhas.


5 - Em que se traduz acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual?


A principal barreira que é colocada diante das pessoas com deficiência intelectual é a de atitude. As pessoas partem do princípio que pessoas com DI nunca vão aprender, ou que não podem aprender qualquer coisa. E quando alguém acredita nisso, deixa de tentar ensinar, deixa de procurar recursos pedagógicos adequados. É preciso construir as “rampas” de aprendizagem, assim como um cadeirante não vai subir uma escada, a pessoa do DI vai precisar usar outros caminhos cognitivos para construir a aprendizagem.


Só que uma coisa legal disso tudo é o seguinte: as rampas não são boas só para cadeirantes, mas para idosos, obesos, mães com carrinhos de bebê….Da mesma forma, os caminhos pedagógicos não homogêneos, também são bons para todas as pessoas.


6 - Na hora de “brigar feio” com seu filho, já deixou de fazê-lo pensando em sua deficiência?


Eu só poderia poupar meu filho de uma bronca de pai se o motivo da bronca fosse decorrente da sua deficiência. Em 10 anos (a idade do Samuel), não houve nada que ele fizesse que eu associasse ao fato de ter síndrome de Down. Malcriação e desobediência não estão alojadas no cromossomo 21, risos.


7 - Acredita no futuro menos incerto, mais visível e justo para as pessoas com deficiência
intelectual?


Eu acredito num futuro muito diferente do que o presente. Mas não acredito em previsibilidade, até porque não acho que o futuro será previsível e confortável para nenhum de nós, o mundo não está melhorando. Mas acredito num futuro em que as pessoas com deficiência intelectual sejam, no mínimo, considerados como seres humanos e não ET´s vindos de Plutão. 8 - O que mais dói nessa luta, a dimensão dos limites da deficiência dessas pessoas, entre as quais seu filho, ou a relação da sociedade com elas?


O que mais dói não é nem uma coisa, nem outra. O que mais dói é assistir muitos pais de crianças com deficiência não prepará-las para a vida real. Ou porque são alheios à defesa dos direitos dos seus próprios filhos, ou porque acreditam nesse modelo de exclusão que nos é apresentado. Optam pela comodidade de encerrar as crianças em instituições que cuidam delas das 7 às 18, de forma que eles mesmos não tenham que se preocupar com isso. É verdade que isso não está acontecendo só com as pessoas com deficiência mas, para essas, isso representa a negação de qualquer chance de autonomia.


9 - Por fim, poderia nos dizer, por favor, algo a respeito do assunto como mensagem para todos?


Outro dia estive conversando com os professores de uma escola situada num bairro muito pobre de São Paulo. E constatei mais uma vez que inclusão não é coisa de classes favorecidas. Depende da família, depende da escola, depende da comunidade. Dá trabalho para todo mundo, mas tem suas recompensas.


Minha mensagem é muito simples: tirem as nádegas da cadeira, não esperem que as benesses caiam do céu mas lutem por direitos de todos, não privilégios de alguns.


Publicado originalmente no Blog do Bengala Legal, onde você pode ler vários comentários a respeito.

Blog Inclusao Digital Ampla e Restrita disponível em: http://xiitadainclusao.blogspot.com/2009/06/em-direcao-bastilha.html  Acessado em 01 de agosto de 2010.
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Diga NAO ao PRECONCEITO!!




Postado originalmente no Blog Inclusao Digital Ampla e Restrita disponível em: http://xiitadainclusao.blogspot.com/2009/06/em-direcao-bastilha.html Acessado em 01 de agosto de 2010.
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Ética, nos olhos dos outros, é refresco.

O idealismo é interessante, mas, quando ele se defronta com a realidade, seu custo se torna proibitivo. William F. Buckley Jr (jornalista americano)

         Ética é o ramo do conhecimento que estuda o comportamento humano, estabelecendo os conceitos de bem e de mal. O debate a respeito de conceitos éticos sempre provoca discussões acaloradas. A começar pelo fato de que a ética de uns não é a mesma dos outros, ética sempre foi um conceito relativo no espaço, no tempo e nas diversas culturas. O que é bom ou aceitável na cultura ocidental não é , obrigatoriamente, tão bom nas culturas orientais. Queimar hereges na fogueira, algo absolutamente ético em tempos de inquisição é inaceitável no século da pós-modernidade.

         No entanto, ultimamente, temos sido bombardeados, de um lado, pelos apelos de ética na política, no trabalho, na escola e, do outro por uma série de posturas e mensagens que invalidam esses mesmos apelos. É claro que a Internet não deixa de ser um tremendo canal para esses bombardeios, tanto de um lado como de outro.Com isso eu acabei descobrindo mais um ponto de relativização da ética, a saber, ética sempre é muito bom desde que praticada pelos outros a meu favor.

         Mais de uma vez eu recebi a lista dos radares de velocidade espalhados pela cidade de São Paulo – uma aula prática de como burlar a lei sem ser punido (se bem que essa informação está em placas antes de todos os radares...). Como é do meu interesse andar em alta velocidade e não ser multado , isso pode ser uma norma de comportamento aceitável. Ou não ? Será que isso não significa que a ética é apenas a capacidade de cada um de não ser pego em delito ? Como diria o “filósofo” grego Aristóteles Onassis : “não ser descoberto em uma mentira é o mesmo que dizer a verdade”.

         Há poucos dias recebi outro e-mail, me convocando para protestar contra a proteção anticópia dos CDs modernos, como diz o site : “Discos com proteção anticópia restringem os direitos dos consumidores e são uma grande ameaça à memória da cultura nacional. Quer dizer então que liberou geral? Se a ética se restringe apenas à defesa da memória da cultura nacional eu posso copiar e distribuir ilegalmente qualquer produto cultural (é claro que vou definir como produto cultural aquilo que me interessa o que inclui além de CDs e livros, todos os softwares que eu preciso, os video-games dos meus sobrinhos e, quem sabe, até moedas e notas de dinheiro, afinal numismática também é cultura).

         Vivemos num momento de distribuição gratuita de conteúdo. Agora, uma coisa é redistribuir aquilo que os seus autores liberaram para tal (como os textos desse blog, por exemplo), outra é copiar ilegalmente conteúdos cujos criadores não autorizaram cópias.

         Poderia desfiar uma série de outras posturas bastantes éticas como sonegar impostos, distorcer leis da forma que convém a cada um, subornar guardas de trânsito e fiscais, mentir para evitar encontros ou telefonemas indesejados, mas deixo a cada um a escolha da sua própria ética, ou melhor, a ética que cada gostaria que os outros praticassem desde que não fossem obrigados a agir da mesma forma.

         Ao final das contas, assim como pimenta, ética, nos olhos dos outros, é refresco


Postado originalmente no Blog Inclusao Digital Ampla e Restrita disponível em: http://xiitadainclusao.blogspot.com/2009/06/em-direcao-bastilha.html  Acessado em 01 de agosto de 2010.

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Como tratar portadores de necessidades especiais corretamente

Os portadores de necessidades especiais não devem ser tratados de maneira diferente...Vamos observar como podemos fazer...

1. ERRADO: EVITAR FALAR COM OS DEFICIENTES SOBRE COISAS QUE UMA PESSOA NORMAL PODE FAZER E ELES NÃO.
CERTO: CONVERSAR NORMALMENTE COM OS DEFICIENTES, FALANDO SOBRE TODOS OS ASSUNTOS, POIS É BOM PARA ELES SABEREM MESMO DAS COISAS QUE NÃO PODEM OUVIR, VER OU PARTICIPAR POR CAUSA DA LIMITAÇÃO DE MOVIMENTOS.

2. ERRADO: ELOGIAR OU DEPRECIAR UMA PESSOA DEFICIENTE, SOMENTE POR ELA SER LIMITADA.
CERTO: TRATAR O DEFICIENTE COMO ALGUÉM COM LIMITAÇÕES ESPECÍFICAS DA DEFICIÊNCIA, PORÉM COM AS MESMAS QUALIDADES E DEFEITOS DE QUALQUER SER HUMANO

3. ERRADO: SUPERPROTEGER O DEFICIENTE, FAZENDO COISAS POR ELE.
CERTO: PERMITIR QUE O DEFICIENTE DESENVOLVA AO MÁXIMO SUAS POTENCIALIDADES, AJUDANDO-O APENAS QUANDO FOR REALMENTE NECESSÁRIO.

4. ERRADO: CHAMAR O DEFICIENTE PELO APELIDO RELATIVO À SUA DEFICIÊNCIA (EX.: SURDINHO, SURDO, MUDO, CEGO, MANETA ETC.), POIS ELE PODE SE OFENDER
CERTO: CHAMAR A PESSOA DEFICIENTE PELO NOME, COMO SE FAZ COM QUALQUER OUTRA PESSOA.

5. ERRADO:DIRIGIR-SE À PESSOA CEGA COMO SE ELA FOSSE SURDA, FAZENDO ESFORÇO PARA QUE ELA OUÇA MELHOR. O CEGO NÃO É SURDO.
CERTO: CONVERSAR COM O CEGO EM TOM DE VOZ NORMAL.

6. ERRADO: REFERIR-SE À DEFICIÊNCIA DA PESSOA COMO UMA DESGRAÇA, COMO ALGO QUE MEREÇA PIEDADE E VÁ SER COMPENSADO NO CÉU.
CERTO: FALAR DA DEFICIÊNCIA COMO UM PROBLEMA, ENTRE OUTROS, QUE APENAS LIMITA A VIDA EM CERTOS ASPECTOS ESPECÍFICOS.

7. ERRADO: DEMONSTRAR PENA DA PESSOA DEFICIENTE.
CERTO: TRATAR PESSOA DEFICIENTE COMO ALGUÉM CAPAZ DE PARTICIPAR DA VIDA EM TODOS OS SENTIDOS.

8. ERRADO: USAR ADJETIVOS COMO "MARAVILHOSO", "FANTÁSTICO" ETC., CADA VEZ QUE SE VÊ UMA PESSOA DEFICIENTE FAZENDO ALGO QUE APARENTEMENTE NÃO CONSEGUIRIA (POR EXEMPLO, VER O CEGO DISCAR O TELEFONE OU VER AS HORAS, VER UM SURDO FALAR E/OU COMPREENDER O QUE LHE FALAM).
CERTO: CONSCIENTIZAR-SE DE QUE A PESSOA DEFICIENTE DESENVOLVE ESTRATÉGIAS DIÁRIAS E SUPERANDO NORMALMENTE OS OBSTÁCULOS, E NÃO MOSTRAR ESPANTO DIANTE DE UM FATO QUE É COMUM PARA O DEFICIENTE.

9. ERRADO: REFERIR-SE ÀS HABILIDADES DE UM DEFICIENTE COMO "SEXTO SENTIDO" (NO CASO DO CEGO E SURDO, POR EXEMPLO) OU COMO UMA "COMPENSAÇÃO DA NATUREZA".
CERTO: ENCARAR COMO DECORRÊNCIA NORMAL DA DEFICIÊNCIA O DESENVOLVIMENTO DE HABILIDADES QUE POSSAM PARECER EXTRAORDINÁRIAS PARA UMA PESSOA COMUM.

10. ERRADO: EVITAR USAR AS PALAVRAS VER, OUVIR, ANDAR, ETC., DIANTE DE PESSOAS QUE SEJAM CEGAS, SURDAS OU PRIVADAS DE MOVIMENTOS.
CERTO: CONVERSAR NORMALMENTE COM OS DEFICIENTES, PARA QUE ELES NÃO SE SINTAM DIFERENCIADOS POR PERCEPTÍVEL CONSTRANGIMENTO NO FALAR DO INTERLOCUTOR.

11. ERRADO: DEIXAR DE OFERECER AJUDA A UMA PESSOA DEFICIENTE EM QUALQUER SITUAÇÃO (POR EXEMPLO, CEGO ATRAVESSANDO A RUA, PESSOA DE MULETA SUBINDO NO ÔNIBUS ETC.), MESMO QUE ÀS VEZES O DEFICIENTE RESPONDA MAL, INTERPRETANDO ISTO COMO GESTO DE PIEDADE. A MAIORIA DOS DEFICIENTES NECESSITA DE AJUDA EM DIVERSAS SITUAÇÕES.
CERTO: AJUDAR O DEFICIENTE SEMPRE QUE FOR REALMENTE NECESSÁRIO, SEM GENERALIZAR QUAISQUER EXPERIÊNCIAS DESAGRADÁVEIS, ATRIBUINDO-AS SOMENTE A PESSOAS DEFICIENTES, POIS PODEM ACONTECER TAMBÉM COM AS PESSOAS NORMAIS.

12. ERRADO: SUPERVALORIZAR O DEFICIENTE, ACHANDO QUE ELE PODE RESOLVER QUALQUER PROBLEMA SOZINHO (POR EXEMPLO, O CEGO ALCANÇAR QUALQUER PORTA APENAS CONTANDO OS PASSOS, SEM QUE ALGUÉM INDIQUE A DIREÇÃO).
CERTO: CONSCIENTIZAR-SE DE QUE AS LIMITAÇÕES DE UM DEFICIENTE SÃO REAIS, E MUITAS VEZES ELE PRECISA DE AUXÍLIO.

13. ERRADO: RECUSAR A AJUDA OFERECIDA POR UMA PESSOA DEFICIENTE, EM QUALQUER SITUAÇÃO OU TAREFA, POR ACREDITAR QUE NÃO SEJA CAPAZ DE REALIZÁ-LA.
CERTO: CONFIAR NA PESSOA DEFICIENTE, ACREDITANDO QUE ELA SÓ LHE OFERECERÁ AJUDA SE ESTIVER SEGURA DE PODER FAZER AQUILO A QUE SE PROPÕE. O DEFICIENTE CONHECE MELHOR DO QUE NINGUÉM SUAS LIMITAÇÕES E CAPACIDADES.

14. ERRADO: AO FALAR, PRINCIPALMENTE COM O CEGO, DIRIGIR-SE AO ACOMPANHANTE DO DEFICIENTE, E NÃO AO DEFICIENTE, COMO SE ELE FOSSE INCAPAZ DE PENSAR, DIZER E AGIR POR SI.
CERTO: DIRIGIR-SE SEMPRE AO PRÓPRIO DEFICIENTE, QUANDO O ASSUNTO REFERIR-SE A ELE, MESMO QUE ESTEJA ACOMPANHADO.

15. ERRADO: AGARRAR A PESSOA CEGA PELO BRAÇO PARA GUIÁ-LA, POIS ELA PERDE A ORIENTAÇÃO.
CERTO: DEIXAR QUE O CEGO SEGURE NO BRAÇO OU APOIE A MÃO NO OMBRO DE QUEM O GUIA.

16. ERRADO: AGARRAR PELO BRAÇO PESSOAS COM MULETAS, OU SEGURAR ABRUPTAMENTE UMA CADEIRA DE RODAS, AO VER O DEFICIENTE DIANTE UMA POSSÍVEL DIFICULDADE.
CERTO: AO VER O DEFICIENTE DIANTE DE UM POSSÍVEL OBSTÁCULO, PERGUNTAR SE ELE PRECISA DE AJUDA, E QUAL A MANEIRA CORRETA DE AJUDÁ-LO. AGARRAR UM APARELHO ORTOPÉDICO OU UMA CADEIRA DE RODAS, REPENTINAMENTE, É UMA ATITUDE AGRESSIVA, COMO AGARRAR QUALQUER PARTE DO CORPO DE UMA PESSOA COMUM SEM AVISO.

17. ERRADO: SEGURAR O DEFICIENTE, NA TENTATIVA DE AJUDÁ-LO, QUANDO JÁ HOUVER UMA PESSOA ORIENTANDO-O, PRINCIPALMENTE NO CASO DO CEGO.
CERTO: QUANDO HOUVER NECESSIDADE AJUDA OU ORIENTAÇÃO, APENAS UMA PESSOA DEVE TOCAR O DEFICIENTE, A NÃO SER EM SITUAÇÕES MUITO ESPECÍFICAS, QUE PEÇAM MAIS AJUDA (POR EXEMPLO, CARREGAR UMA CADEIRA DE RODAS PARA SUBIR UMA ESCADA).

18. ERRADO: CARREGAR O DEFICIENTE, PRINCIPALMENTE O CEGO, AJUDÁ-LO A ATRAVESSAR A RUA, TOMAR CONDUÇÃO, SUBIR OU DESCER ESCADAS.
CERTO: AUXILIAR O DEFICIENTE NESTAS SITUAÇÕES APENAS ATÉ O PONTO EM QUE REALMENTE SEJA NECESSÁRIO, PARA EVITAR ATRAPALHÁ-LO MAIS.

19. ERRADO: PEGAR A PESSOA CEGA PELO BRAÇO PARA COLOCÁ-LA NA POSIÇÃO NA POSIÇÃO CORRETA DE SENTAR NUMA CADEIRA.
CERTO: COLOCAR A MÃO DO CEGO SOBRE O ESPALDAR DA CADEIRA E DEIXAR QUE ELE SE SENTE COMO ACHAR MELHOR.

20. ERRADO: GUIAR A PESSOA CEGA EM DIAGONAL QUANDO ATRAVESSAR A RUA.
CERTO: ATRAVESSAR O CEGO SEMPRE EM LINHA RETA, PARA QUE NÃO PERCA A ORIENTAÇÃO.

21. ERRADO: TRATAR O DEFICIENTE COM CONSTRANGIMENTO, EVITANDO FALAR SOBRE SUA DEFICIÊNCIA.
CERTO: CONVERSAR NATURALMENTE COM O DEFICIENTE SOBRE SUA DEFICIÊNCIA, EVITANDO PORÉM PERGUNTAS EM EXCESSO. NA MAIORIA DOS CASOS, ELE PREFERIRÁ FALAR NORMALMENTE SOBRE AQUILO QUE É APENAS PARTE DE SUA VIDA, E NÃO UMA COISA ANORMAL OU EXTRAORDINÁRIA, COMO POSSA PARECER AO INTERLOCUTOR.

22. ERRADO: LEVAR O CEGO A QUALQUER LUGAR ONDE HAJA MAIS PESSOAS E ENTRAR COMO SE ELE PUDESSE VER QUEM ESTÁ NO RECINTO.
CERTO: APRESENTAR O CEGO A TODAS AS PESSOAS QUE ESTEJAM NUM LOCAL ONDE ELE É LEVADO POR OUTRA PESSOA VIDENTE.

23. ERRADO: AO RECEBER UM CEGO EM SUA CASA, DEIXÁ-LO ORIENTAR-SE SOZINHO.
CERTO: AO RECEBER UM CEGO EM SUA CASA, MOSTRE-LHE TODAS AS DEPENDÊNCIAS E OS POSSÍVEIS OBSTÁCULOS, E DEIXE QUE ELE SE ORIENTE, COLOCANDO-SE DISPONÍVEL PARA MOSTRAR-LHE NOVAMENTE ALGUMA DEPENDÊNCIA, CASO ELE ACHE NECESSÁRIO.

24. ERRADO:CONSTRANGER-SE EM AVISAR O CEGO DE QUE ELE ESTÁ COM ALGUMA COISA ERRADA NA SUA VESTIMENTA OU APARÊNCIA FÍSICA, OU QUE ESTÁ FAZENDO MOVIMENTOS NÃO USUAIS, COMO BALANÇAR-SE OU MANTER A CABEÇA BAIXA DURANTE UMA CONVERSA.
CERTO: CONSCIENTIZAR-SE DE QUE O CEGO, POR NÃO ENXERGAR, NÃO SEGUE O PADRÃO DE IMITAÇÃO VISUAL, NÃO PODENDO, PORTANTO, SEGUIR O COMPORTAMENTO APARENTE DAS PESSOAS VIDENTES. AVISAR O CEGO SEMPRE QUE PERCEBER QUE ELE ESTÁ COM APARÊNCIA OU COMPORTAMENTO FORA DO PADRÃO SOCIAL NORMAL, EVITANDO QUE ELE CAIA NO RIDÍCULO.

25. ERRADO: AVANÇAR SUBITAMENTE SOBRE A PESSOA DEFICIENTE POR ACHAR QUE ELA NÃO VAI CONSEGUIR REALIZAR UMA TAREFA (POR EXEMPLO, QUANDO O CEGO ESTÁ LEVANDO O GARFO À BOCA), SE O DEFICIENTE NÃO SOLICITAR AJUDA.
CERTO: PERMITIR QUE O DEFICIENTE REALIZE SOZINHO SUAS TAREFAS, MESMO QUANDO LHE PAREÇA IMPOSSÍVEL. SÓ SE DEVE SOCORRÊ-LO EM CASO DE PERIGO.

26. ERRADO: AGARRAR A PESSOA CEGA COM INTUITO DE ORIENTÁ-LA QUANDO ELA ESTÁ CAMINHANDO NORMALMENTE NA RUA.
CERTO: DEIXAR QUE O CEGO APRENDA POR SI SÓ A TRANSPOR OS OBSTÁCULOS DA RUA, POIS ELE É CAPAZ DE FAZÊ-LO SOZINHO. SEGURAR SEU BRAÇO, EXCETO NO SINAL OU DIANTE DE ALGUM PERIGO REAL, NA VERDADE O DESORIENTA.

27. ERRADO: CHAMAR A ATENÇÃO PARA O APARELHO DE SURDEZ.
CERTO: ESTIMULAR O USO DO APARELHO, ENCARANDO-O COM A MESMA NATURALIDADE COM QUE SÃO VISTOS OS ÓCULOS.

28. ERRADO: GRITAR DE LONGE E/OU ÀS COSTAS DE UMA PESSOA SURDA PARA CHAMÁ-LA.
CERTO: PARA CHAMAR A ATENÇÃO DE UMA PESSOA SURDA QUE ESTEJA DE COSTAS, DEVE-SE TOCÁ-LA, DE LEVE, NO BRAÇO, ANTES DE COMEÇAR A FALAR COM ELA.

29. ERRADO: GRITAR PARA CHAMAR A ATENÇÃO DE UMA PESSOA SURDA QUE ESTEJA EM PERIGO
CERTO: PROCURAR CHEGAR ATÉ ELA O MAIS RAPIDAMENTE POSSÍVEL, PROCURANDO AJUDÁ-LA. LEMBRAR QUE UMA PESSOA QUE ATRAVESSA A RUA PODERÁ SER SURDA, PODENDO, POR ISSO, NÃO OUVIR A BUZINA DE SEU CARRO.

Postado originalmente no Blog Inclusao Digital Ampla e Restrita disponível em: http://xiitadainclusao.blogspot.com/2009/06/em-direcao-bastilha.html  Acessado em 01 de agosto de 2010.
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