terça-feira, 16 de agosto de 2011

Livro O cão e o gato incentiva crianças a conviver com as diferenças


História apresenta personagens animais para mostrar que amigos não precisam ter as mesmas características
 
andré letria/ peirópolis
O cão e o gato. António Torrado. Peirópolis, 2011. 32págs., R$ 30,00.
Diferenças geralmente incomodam. Nossas arestas (uma metáfora para aquilo que não temos bem resolvido do ponto de vista emocional) esbarram nas dos outros – e quase sempre enroscam, arranham, machucam. As pessoas, então, “estranham-se como gato e cachorro”. Não é para menos: o outro, seja ele quem for, às vezes parece estranho demais – e ainda que seja, isso não deveria importar tanto, mas o fato é que importa. Às vezes, porém, por força das circunstâncias e a despeito das discórdias, os inimigos se toleram, convivem (mas nem por isso se aproximam de fato). Era o que acontecia com os dois bichinhos protagonistas do livro O cão e o gato, do escritor português António Torrado, ilustrado por André Letria. Eles viviam na casa de uma pobre velha que dividia com eles o pouco que tinha e insistia para que fossem amigos. Isso, no entanto, lhes parecia demais: o que faziam era se suportar mutuamente em nome da comida e do abrigo que recebiam. Mas quando a mulher morre, eles são simplesmente enxotados pelos parentes dela, e é vagando pelas ruas, com frio e fome, que terminam por descobrir que são mais fortes juntos. A dupla encontra um gênio que lhes faz uma proposta curiosa: sugere que troquem de lugar, assumam o corpo um do outro. Em contrapartida, eles teriam a dona carinhosa e a casa aconchegante que tanto queriam. No começo é bem difícil embarcar nesse exercício de compaixão, mas, aos poucos, conviver fica bem mais tranquilo. E, com o passar do tempo, eles já nem se preocupam em saber “onde começa o gato e termina o cão”.
Leia mais...

Coral Mãos Vivas...

Leia mais...

Deficiência Auditiva - Surdez


A vida de Rogério Lamana, surdo oralizado e que se comunica também em LIBRAS.

A importância e diferença da língua escrita e de sinais para surdos.
As possíveis causas da deficiência auditiva.
Rogério falando e ministrando aula de LIBRAS. O trabalho e o esporte.
Vídeo com audiodescrição ou com LIBRAS e legenda em português.
Se você é pessoa com deficiência visual, colabore com os futuros trabalhos de audiodescrição, envie suas críticas ou sugestões para livia@terra.com.br.
 Créditos.
  • Realização:
    • SESI - Departamento Nacional.
    • Amankay - Instituto de Estudos e Pesquisas.
  • Parcerias:
    • Instituto Vivo.
    • Estúdio Laramara.
    • Planeta Educação.
    • SEPED - Secretaria Especial da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida - Prefeitura de São Paulo.
Leia mais...

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

ONG lista cinco ações diárias para aumentar sucesso dos filhos


Uma ONG britânica sugeriu nesta semana uma lista de cinco ações diárias para ajudar os pais a incentivar o melhor desenvolvimento de seus filhos e com isso aumentar também a mobilidade social.
A organização CentreForum, autora do estudo, sugere que as autoridades realizem campanhas públicas para divulgar os cinco passos, nos moldes de uma campanha de saúde pública do governo britânico para estimular as pessoas a comer cinco porções de frutas, legumes ou verduras por dia.
Os "cinco por dia" dos pais, segundo a ONG, são: ler para seu filho por 15 minutos, brincar com ele no chão por 10 minutos, conversar por 20 minutos com a TV desligada, adotar atitudes positivas em relação ao seu filho e elogiá-lo com frequência e dar ao seu filho uma dieta nutricional para ajudar seu desenvolvimento.
O objetivo da campanha, segundo a organização, seria evitar que maus hábitos dos pais prejudiquem o desenvolvimento físico e mental dos filhos e suas chances de sucesso profissional futuro.
Vocabulário
Segundo o relatório, que deve ser analisado pelo governo, a qualidade da criação e as influências educacionais nos primeiros meses e anos de vida da criança tem uma grande influência no sucesso educacional e profissional futuro.
“As evidências sugerem que o vocabulário da criança aos cinco anos é o melhor indicador único da mobilidade social posterior para crianças de famílias de mais baixa renda”, comenta o documento.
O relatório observa que uma grande proporção de menores infratores tem baixa capacidade de leitura e escrita.
A organização cita ainda pesquisas segundo as quais as crianças de famílias de mais baixa renda têm um vocabulário menor, índices de alfabetização mais baixos e dietas mais deficientes que as crianças de famílias mais abastadas.
“Uma nutrição apropriada é crucial durante os primeiros meses e anos de vida, quando o crescimento corporal e o desenvolvimento cerebral são mais rápidos do que em qualquer outro período”, observa o relatório.
Elogios e críticas
A proposta da CentreForum foi elogiada pela secretária nacional para a Infância, Sarah Teather, que prometeu que o governo vai analisá-la.
O deputado opositor Graham Allen, que recentemente publicou um relatório sobre infância encomendado pelo governo britânico, também elogiou o relatório do CentreForum e disse que uma campanha nacional poderia quebrar o ciclo vicioso das más práticas de criação pelos pais.
“É um ciclo entre gerações, que repete as más práticas de criação. Em uma região como a que eu represento, que tem um dos mais altos níveis de gravidez adolescente na Europa e um dos menores números de pessoas chegando à universidade, quebrar esse ciclo para dar a cada criança a chance de atingir seu potencial é realmente importante, particularmente para crianças de famílias de baixa renda”, disse ele à BBC.
Apesar disso, as propostas também foram alvo de críticas por grupos que afirmam que sua aprovação significaria o aumento do já alto controle do Estado sobre as ações dos indivíduos, no que chamam de “Estado-babá”.
Os "cinco por dia" para os pais
  • leia para seu filho por 15 minutos
  • brinque com ele no chão por 10 minutos
  • converse com seu filho por 20 minutos com a TV desligada
  • adote atitudes positivas em relação ao seu filho e o elogie com frequência
  • dê ao seu filho uma dieta que ajude seu desenvolvimento
Fonte:Parenting matters, CentreForum
Leia mais...

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Sala de aula diferenciada

MEC oferece recursos de tecnologia assistiva e educacional para escolas que queiram aprimorar a inclusão e o conhecimento do aluno com deficiência


"Certo dia, estava na sala com outra professora e entregamos o notebook para o aluno Sávio. No equipamento, estava visível o programa que apresenta as letras de forma descontraída. No mesmo instante, ele digitou a inicial do seu nome e abriu um sorriso contagiante, com uma expressão de ‘eu posso’. Foi uma emoção que jamais esquecerei", foram as palavras da pedagoga Dulcilene Farias, ao relatar o progresso do aluno Sávio Vinicius Barbosa, de 8 anos, que tem paralisia cerebral.
O garoto, que só mexe os olhos, um pouco a mão e não fala, integra o grupo dos estudantes da “sala de recursos multifuncionais”, da Escola Estadual Clarisse Fecury, Rio Branco (AC). Esse ambiente especial faz parte do Programa de Implantação de Recursos Multifuncionais, do Ministério da Educação (MEC).

Maria Elciane adaptou a bicicleta para levar seu filho à escola
Exemplos consistentes de sucesso 
Entre materiais didáticos, equipamentos e móveis que são instalados em um espaço da escola, realiza-se o atendimento especializado de alunos com deficiência, que habitualmente estudam em turmas comuns, para aprimoramento dos seus conhecimentos. O programa, que atende mais de 24 mil unidades de ensino pelo Brasil, foca o desenvolvimento cognitivo, o nível de escolaridade, os recursos específicos para o aprendizado e as atividades de complementação e suplementação curricular. Ou seja, o estudante com deficiência, que frequenta a escola comum, poderá contar com esse local para trabalhar suas dificuldades e desenvolver tarefas acadêmicas, consequentemente auxiliando o trabalho do professor dentro da sala de aula regular.

Fonte:
http://revistasentidos.uol.com.br/inclusao-social/65/artigo224408-1.asp
Leia mais...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Deficientes: 60% de imposto para importar equipamentos tecnológicos especiais



Somando os impostos alfandegários aplicados, o preço desses produtos pode duplicar ou, às vezes, até triplicar. "90% dos recursos de tecnologia existentes para as pessoas cegas são importados e com muitos impostos e encargos, o que acaba tornando os valores ainda maiores e que, por consequência, dificultam o acesso da camada mais significativa da população do nosso país", diz Beto Pereira, consultor de inclusão e acessibilidade do Laramara.

Robert Mortimer, coordenador técnico do LaraTec, disse que "coisas como relógios falantes, calculadoras, softwares para computadores utilizados para educar crianças e máquinas de escrever em braille, por exemplo, são produtos essenciais para a inclusão da pessoa. Todos são onerados com impostos que não são diferenciados com relação a qualquer outro produto do mercado", afirma.
Luiz Monteiro, auditor fiscal da Receita Federal, confirma: "na importação não existe isenção, e o portador de deficiência tem o mesmo tratamento que um cidadão comum ao trazer na sua bagagem alguns produtos do exterior".

Há mais de 60 anos, em 1950, a UNESCO elaborou o Acordo de Florença. A carta prevê a livre circulação e importação de objetos de caráter educativo, científico ou cultural. O documento também isenta das tarifas de importação qualquer tipo de objeto para a educação, progresso e inclusão social das pessoas com necessidades especiais. Mas isso só é válido desde que o produto não tenha uma produção nacional, o que confirma a necessidade da importação. Inexplicavelmente, o Brasil, que tem milhões de cidadãos com necessidades especiais, não faz parte do acordo.

Mara Gabrilli, deputada federal (PSDB/SP) diz que "existe até um grafico feito na convenção da ONU, que demonstra que, quanto mais equipamento, menos deficiência".
Oficialmente, o Instituto Laramara é um dos únicos que importa legalmente equipamentos tecnológicos voltados para acessibilidade. Claro, eles pagam todos os impostos e, apesar de a renda ser totalmente voltada para outros projetos de inclusão para os deficientes visuais, os cerca de 200 produtos oferecidos são bastante caros.

Leia mais...