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domingo, 31 de março de 2013
Feliz Páscoa
O que posso desejar para você hoje?
Que as verdadeiras amizades continuem.
Que as lágrimas sejam poucas, e compartilhadas.
Que as alegrias estejam sempre presentes e sejam festejadas por todos.
Que o carinho esteja presente em um simples 'Olá',
ou em qualquer outra frase mesmo que digitada rapidamente.
Que os corações estejam sempre abertos para novas amizades,
novos amores, novas conquistas.
Que Deus esteja sempre com sua mão estendida apontando o caminho correto.
Que as coisas pequenas como a inveja ou desamor, sejam retiradas de nossa
vida.
Que aquele que necessita de ajuda encontre sempre em nós, uma animadora
palavra amiga.
Que a verdade sempre esteja acima de tudo.
Feliz Páscoa a todos!!
sábado, 30 de março de 2013
Todos têm que se superar todo dia
Cadeirante que virou humorista
Brício Loureiro, de Araraquara (SP), mantém blog e faz comédia stand up.
Aos 28 anos, ele ficou tetraplégico após um acidente na piscina, em 2010.
O design e gestor de marketing Fabrício Loureiro, 31 anos, de Araraquara (SP), tinha um ritmo de vida bastante ativo quando em 20 de novembro de 2010 sofreu um acidente em uma piscina e ficou tetraplégico. Sua condição fez com que interrompesse projetos pessoais e tivesse que se adaptar à nova vida. Atualmente, recorre à internet e ao humor para driblar as dificuldades. “É prepotência dizer que superei algo porque todos têm que se superar todo dia, têm que se virar e trabalhar”, afirmou em entrevista ao G1.
O tetraplégico Brício Loureiro, de Araraquara,
faz humor com situação (Foto: Felipe Turioni/G1)
Brício Loureiro, como é conhecido, criou osite “Não Concreto” que tem 35 mil visitas diárias, em que publica textos e vídeos de humor, além de outros assuntos, e também mantém um canal de música no YouTubeem que ele mesmo faz o som dos instrumentos com a voz.
Além disso, resolveu assumir sua veia humorística fazendo comédia stand up em um bar de Araraquara e atualmente concorre com três vídeos seus no festival Risadaria. “Não vou dizer que faço comédia ‘sit down’ por estar em uma cadeira de rodas porque é batido”, disse, referindo-se aos significados em inglês dos termos “em pé” e “sentado”.
Sua primeira apresentação foi no final do ano passado, no Almanaque. Com seu texto de estreia arrancou gargalhadas do público. “Tinha muito amigo lá, então estava passível de vaias, porque eles não perdoam nada”, relembrou. O comediante volta ao mesmo palco neste sábado (30) como apresentador antes de um show com um grupo de outros comediantes.
'Vantagens'
Sobre sua condição de cadeirante, Loureiro faz piadas com situações inventadas ou que já tenha enfrentado na pele. “Estava no centro de reabilitação e a assistente social chegou perguntando se eu estava sabendo das vantagens em ser cadeirante, como descontos na compra de carro ou em passagens de avião”, contou. “Virei para ela e disse: ‘poxa, se soubesse desse pacotão tinha quebrado o pescoço antes’”, debochou.
Diante dessas situações ele conta que fica sem reação, mas ri depois. “Digo para mim mesmo que essa pessoa não está falando isso pra mim e depois acabo percebendo como as pessoas são estúpidas”, disse. Apesar disso, ele afirma que não se sente ofendido. “Sou contra o coitadismo, ficar ofendido é uma questão de resolução interna”, considerou.
Brício Loureiro, de Araraquara, mantém site de
humor e faz músicas (Foto: Felipe Turioni/G1)
Assuntos variados
Apesar de ser cadeirante e, segundo ele, “ter autorização” para fazer piadas sobre isso, Loureiro prefere não ser monotemático. “Não vou fazer piada só disso porque vai ficar maçante”. Segundo ele, humor não deve ter censura. “Só precisamos de bom senso porque hoje em dia as pessoas estão muito preocupadas com o fútil, então qualquer piada é motivo de preocupação nessa sociedade que está muito sem louça pra lavar”, afirmou.
Ele também já se envolveu em polêmicas, a mais recente com o deputado Jean Wyllys (PSOL), de quem discordou em defesa do humorista Danilo Gentili. O deputado respondeu os comentários deixados no Twitter dizendo que "um ser unicelular deveria ser mais esperto que Loureiro".
Adaptação
Após o acidente, em 2010, em que quebrou a vértebra C5 e lesionou a medula, o araraquarense ficou 90 dias sem nenhum movimento abaixo do pescoço. A fisioterapia o ajudou a ter de volta movimentação nas mãos e nos braços, ainda com dificuldade. O tratamento continua e, segundo ele, toma metade de seu dia. Ao todo, seis profissionais cuidam de Loureiro, entre fisioterapeutas, urologista e psicólogo.
“Após dois anos, o quadro estacionou, então os médicos recomendaram que eu corresse (risos), ou melhor, que eu agilizasse o tratamento e ficasse empenhado a batalhar e ficar mais independente, mas ainda tem muito o que melhorar”, explicou Loureiro.
Ele possui carta especial e tem autorização para dirigir, mas a dependência ainda atrapalha. “Consigo fazer a transferências da cadeira de roda para o carro, mas eu não consigo carregar a cadeira, preciso de ajuda, saio de casa, ligo para um amigo, aviso que cheguei e eles me ajudam”, disse.
Para escrever no computador, tem apoio de uma órtese. No celular, o uso é mais fácil, e é onde anota as ideias dos textos que escreve. “As ideias sempre vêm antes de dormir, então anoto as palavras-chave quando já estou deitado na cama para escrever no computador depois”.
A adaptação, segundo Loureiro, não foi fácil. “No início foi uma revolta total, nem acabar com a minha vida eu conseguia e o único jeito era encarar. Hora ou outra todo mundo leva uma pancada, o que você vai fazer, cair ou se levantar, se adaptar. Porque não é clichê: não é o mais forte, mas o que melhor que se adapta que vai pra frente, se não vira um pesadelo”, finalizou.
A Páscoa e seus símbolos
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quarta-feira, 27 de março de 2013
Com doença degenerativa, aluno cria teclado virtual e conclui mestrado
Claudio Luciano Dusik
apresentou dissertação na terça (26) na UFRGS.
No trabalho, apresentou o Mousekey, programa que o auxilia a escrever.
Superação é rotina na vida de Claudio
Luciano Dusik, 36 anos. Nascido em Esteio, na Região Metropolitana de Porto Alegre,
foi diagnosticado ainda quando criança com uma doença degenerativa. Passo a
passo, venceu obstáculos até concluir com nota máxima, nesta terça-feira (26),
o mestrado em educação pela Universidade Federal do Rio Grande do
Sul. Em sua dissertação, mostrou como estudou e desenvolveu ao
longo da graduação um teclado virtual, o Mousekey, que auxilia pessoas com
limitação a escrever e se comunicar.
Claudio tem atrofia muscular espinhal
(AME), doença que deforma o corpo e limita os movimentos. As impossibilidades
causadas pelo transtorno, no entanto, nunca foram barreira para ele desistir.
Desde cedo, a mãe Elisa Arnoldo acreditou na capacidade do filho de vencer os
obstáculos e, praticamente, implorou para que escolas o aceitassem. “Com apenas
cinco anos entrei em uma classe de primeira série e consegui me alfabetizar”,
contou Claudio durante a banca, sentado em uma cadeira de rodas adaptada.
Sem acessibilidade, ele passava os intervalos sozinho na sala de aula,
pois estudava no primeiro andar e não conseguia descer as escadas para se
juntar aos colegas. Ele lembra que só começou a ser aceito e a socializar com
os estudantes na 3ª série. “Um professor criou um projeto chamado ‘ajudante do
dia’. Foi ali que comecei a ter contato com as outras crianças. Eles me levavam
para o pátio e adaptavam as brincadeiras para mim”, lembra, com naturalidade.
Na amarelinha, Claudio ajudava a atirar as pedras. Já na corda, os amigos
empurravam a cadeira de rodas, assim como no pega-pega. “O pega-pega era a
minha brincadeira preferida. Eles me empurravam e muitas vezes caía. Não sabia
se chorava pelos machucados ou de felicidade”, disse, arrancando risos de mais
de 50 pessoas, entre conhecidos e desconhecidos, que assistiam a sua defesa.
Desenganado desde bebê, a previsão era de 14 anos de vida. As
impossibilidades aos poucos foram se transformando em possibilidades para
Claudio. Com o avanço da doença durante a graduação de psicologia e a perda do
movimento das mãos, sentiu a necessidade de desenvolver algo onde pudesse
continuar a escrever textos. Foi dali que surgiu a ideia do Mousekey. “Nos
intervalos das aulas, ia para a biblioteca estudar informática”, relembrou. Com
apoio da família, desenvolveu o teclado, que funciona principalmente pelo
movimento do mouse e cliques, detalha o alfabeto, sílabas, pronomes e sílabas
acentuadas.
á no mestrado de educação, teve a oportunidade de estudar outros
recursos e conhecer pessoas que, assim como ele, também enfrentavam
dificuldades no aprendizado. Em um grupo de pesquisa com cinco deficientes
físicos garantiu o entendimento dos recursos necessários para a melhoria do
aplicativo. “A escrita vai além do contexto escolar. Ela entra no contexto
social da pessoa. Estes sujeitos querem também participar da vida em comunidade
e terem produtividade”, explicou. “Foi emocionante conhecer estas pessoas. E
não somente vi que estava ajudando, mas também percebi que, por muito pouco,
não estava ali trancado também. Tenho um orgulho enorme”, emocionou-se.
Atualmente, atua como funcionário da Secretaria de Educação e, agora
mestre da área, quer continuar na carreira de professor. Na UFRGS,
auxilia alunos no curso de Educação à Distância e divide a rotina entre o
trabalho e os estudos. Nos próximos meses irá apresentar a dissertação em um
congresso de acessibilidade no México, ao lado da orientadora, a doutora em
educação Lucila Maria Costi.
A mãe Elisa é só elogios. “Tenho seis filhos. Uma delas morreu no ano
passado e a outra tem a mesma doença que o Claudio. Estou muito orgulhosa e
sempre busquei todos os recursos para eles, seja na saúde ou na educação”,
disse ao G1.
Em Esteio,
um grupo de amigos se reuniu para assistir ao vivo, em um telão, a banca de
Claudio. Para o futuro, planeja patentear o produto e especializar-se ainda
mais em um doutorado. “Quero escrever p-o-s-s-í-v-e-l nas histórias de
prováveis impossíveis”, finalizou a apresentação garantindo aplausos, em pé,
dos admiradores.
Fonte:
http://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2013/03/com-doenca-degenerativa-aluno-cria-teclado-virtual-e-conclui-mestrado.html
No trabalho, apresentou o Mousekey, programa que o auxilia a escrever.
terça-feira, 26 de março de 2013
Lei do DF proíbe cobranças extras em matrícula de alunos com autismo Leia mais em: http://noticias.bol.uol.com.br/educacao/2013/03/26/lei-do-df-proibe-cobrancas-extras-em-matricula-de-alunos-com-autismo
Do UOL, em São Paulo
Foi publicada nesta terça-feira (26) no Diário Oficial do Distrito Federal a lei n° 5.089, que proíbe a cobrança de valores adicionais na matrícula ou mensalidade de estudantes com síndrome de Down, autismo e transtorno invasivo do desenvolvimento. Veja também DF tem 18 centros de educação precoce para crianças com Down Escola precisa acolher alunos com síndrome de Down, diz educadora Segundo o texto, sancionado pelo governador Agnelo Queiroz, a lei visa garantir o ingresso e a permanência dos estudantes nas instituições de ensino.
A lei institui ainda que as instituições de ensino devem estar preparadas para receber o aluno especial, com "corpo docente qualificado para tal" sem que isso implique gastos extras para o aluno especial. Educação especial Em 2012, foram matriculados 820,4 mil alunos na educação especial em todo o Brasil. O número é 9,1% maior do que os matriculados em 2011. Os dados são do Censo Escolar da Educação Básica, divulgado pelo MEC (Ministério da Educação).
O ensino fundamental concentra as matrículas da educação especial: 610 mil alunos, a maior parte deles em escolas públicas (79,6%). Na educação especial, cresceu o número de alunos estudando em escolas comuns. Em 2012, 620,7 mil estudantes estavam em classes comuns -- 11,2% mais que em 2011. Outros 199,6 mil alunos estavam em classe especial ou escola exclusiva, número 3% maior do que o de 2011.
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