segunda-feira, 2 de abril de 2018

O novo retrato do autismo

Em livro, bióloga autista reabre o debate sobre o distúrbio, que abrange pessoas com deficiência intelectual severa até outras com traços de genialidade

 
Da hora em que acorda ao momento em que vai dormir, Temple Grandin não para quieta. Ph.D. em zootecnia, ela dá aula na Universidade Estadual do Colorado, nos Estados Unidos, visita fazendas, presta consultoria ao governo, faz palestras e escreve livros — o mais famoso, a autobiografia Uma Menina Estranha, que já virou filme. Quase não sobra tempo para essa mulher de 68 anos, que revolucionou a forma de tratar animais de abate a fim de diminuir o sofrimento deles, lembrar que é autista. “O autismo é parte do que sou, mas não deixo que ele me defina”, afirma Temple em sua nova obra, O Cérebro Autista — Pensando Através do Espectro (Ed. Record).
A cientista faz parte dos 70 milhões de pessoas que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), vivem com essa condição. Ou melhor, fazem parte do transtorno do espectro autista (TEA). Desde 2013, quando foi lançado o último Manual Diagnóstico e Estatístico de Distúrbios Mentais da Associação Americana de Psiquiatria, o DSM-5, a classificação do autismo mudou. Antes ele era dividido em cinco categorias, como síndrome de Asperger e outras de nome cabeludo. Hoje, é uma coisa só, com diferentes graus de funcionalidade. “O espectro agrupa desde um quadro mais leve, ou alta funcionalidade, com inteligência acima da média, a casos em que há retardo mental, a baixa funcionalidade”, disseca Marisa Furia Silva, presidente da Associação Brasileira de Autismo (ABRA).
Fonte: https://saude.abril.com.br/bem-estar/o-novo-retrato-do-autismo/
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quarta-feira, 21 de março de 2018

“Karaokê” de crianças com Síndrome de Down emociona nas redes

“50 mães. 50 crianças. 1 cromossomo extra”. Esse é o título do vídeo que está ganhando a Internet neste mês. Com a intenção de conscientizar as pessoas sobre o Dia Internacional da Síndrome de Down, comemorado em 21 de março, um grupo de mães se organizou para parodiar o quadro “Carpool Karaoke” (carona karaokê, em tradução livre), do The Late Night Show. No famoso programa de TV dos Estados Unidos, o apresentador James Corden dirige enquanto seus convidados cantam.
Inspiradas nessa ideia, as mães gravaram com seus pequenos um vídeo em que, dentro do carro, cantam a música A Thousand Years, de Christina Perri. O vídeo produzido na Grã-Bretanha já está com quase 1 milhão e setecentas mil visualizações no YouTube e tem sido compartilhado nas redes sociais com a hashtag #WouldntChangeAThing (em português, “não mudaria nada”). A própria cantora assistiu à produção e usou a hashtag da campanha para comentar. “Este vídeo é o melhor! Estou muito honrada que escolheram a minha música! Meu coração está pleno!”, tuitou Christina Perri.






Fonte: https://www.msn.com/pt-br/entretenimento/virais/“karaokê”-de-crianças-com-síndrome-de-down-emociona-nas-redes/ar-BBKtKkx?li=BBrlqQD&ocid=spartandhp

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quinta-feira, 8 de março de 2018

Ser mulher no Brasil

Endereço da imagem: https://noticias.bol.uol.com.br/especiais/ser-mulher-no-brasil-machuca
Na última semana (mais) uma notícia sobre violência à mulher, daquelas que beiram a ficção, estampou as mídias: um homem ejaculou em uma passageira dentro de um ônibus, em plena luz do dia, e foi liberado porque o juiz não considerou que havia elementos para enquadrar o sujeito no crime de estupro por não ter havido violência. No início deste mês o mesmo rapaz, que tem em sua ficha criminal nove ocorrências pelos delitos de importunação ofensiva ao pudor e ato obsceno - já tendo sido condenado duas vezes pela prática de importunação ofensiva ao pudor - agiu novamente e encontrou, pela frente, um juiz sensato que entendeu o abuso sexual cometido dentro do transporte coletivo como estupro, mantendo o acusado preso. O juiz, sabiamente, transformou a prisão em flagrante em preventiva, sem prazo de duração. O acusado deve continuar preso até o final do processo criminal, o que evitará, pelo menos nesse caso, reincidências.
É tão surreal quanto difícil imaginar que fatos como este ocorrem diariamente, colocando as mulheres em situações cada vez mais difíceis. Não é fácil ser mulher nesse país onde, a cada 11 minutos, uma é vítima de estupro. O dia da dia da mulher brasileira - não importa a que classe social ela pertença - é cercado de cuidados e proteção dos mais variados. Vão da maneira de se vestir, de se portar, do que dizer, como dizer, dos gestos que podem ser mal interpretados e até mesmo dos sorrisos de gentileza que, se recebidos da maneira errada, podem colocar sua vida em risco.
Uma lista divulgada recentemente na internet expõs 12 cuidados principais que as mulheres tomam diariamente e que os homens sequer imaginam. Táticas para evitar encoxadas no transporte público, medidas preventivas para evitar assédio ao pegar um táxi, aprender artes marciais, deixar alguém de sobreaviso, mentir sobre sua vida afetiva e fazer a escolha meticulosa de roupas que podem evitar o assédio são algumas destas dicas.
Revelam mais que apenas cuidados, mas um estado permanente de alerta em que descuidos podem siginficar correr sérios riscos. A violência doméstica, que há algum tempo vem ganhando espaço e ressignificações como o feminicídio, já colocou em pauta a questão de posse do homem sobre a mulher, neste caso uma pessoa conhecida, com quem algum dia houve troca de afeto, respeito e confiança.
Este novo comportamento para temores antigos, engloba também os homens desconhecidos em seu mais amplo especto. A violência pode vir de qualquer direção: do passageiro que senta no banco ao lado, no transporte coletivo, o colega do trabalho ou o prestador de serviço que pode tomar certas liberdades e acabar "cometendo uma besteira", que é como eles geralmente justificam os abusos.
Eliminar todas as formas de violência contra as mulheres nas esferas públicas e privadas não é um desejo delas e de uma sociedade em particular, mas uma meta global da Organização das Nações Unidas (ONU), mais especificamente do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável - Igualdade de Gênero. Convenções internacionais estabeleceram o compromisos dos Estados em garantir às mulheres uma vida sem violência. Para isso é necessário que as instituições estejam preparadas para atender às necessidades dessas pessoas. Mas, principalmente, cabe à justiça ser implacável na defesa dos direitos delas. E que os fatos estampem as mídias para uma mudança comportamental da sociedade que precisa acontecer.
Fonte: http://www.gazetadigital.com.br/conteudo/show/secao/165/materia/519685/t/ser-mulher-no-brasil
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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

Era uma vez... O Natal.


  O Desastre do Pai Natal
Era véspera de Natal.
O Pai Natal estava a preparar-se para começar a viagem...
O trenó estava cheio de presentes, as renas estavam a acabar de comer.
Estavam todos ansiosos!
Depois começou a sua longa viagem pelo céu.
A certa altura atravessaram uma nuvem quase gelada.
As renas arrepiaram-se e despistaram-se...
Perderam-se...
Eles andavam perdidos pelo céu, as renas andavam de um lado para o outro e como o trenó estava
muito cheio, começaram a cair presentes. O trenó ia indo cada vez mais para baixo e foram bater numa
árvore.
As renas ainda estavam arrepiadas e o Pai Natal já pensava:
- Se eu não deixo os presentes nos sapatinhos, as crianças vão pensar que eu não existo.
- Vamos renas, temos de voltar para o céu para finalmente distribuirmos os presentes.- Disse o Pai Natal.
- Mas, quando o Pai Natal reparou, o trenó estava partido. Eles tinham que refazê-lo. Então, repararam
 que alguém ainda tinha a luz acesa. O Pai Natal foi lá e perguntou:
- Pode emprestar-me um martelo e parafusos?
- Sim, eu empresto-lhe.- disse o sapateiro que ainda trabalhava.
- Obrigado. - disse o Pai Natal.
Depois de o trenó estar pronto, foram começar a distribuir os presentes.
Quando acabaram de distribuir os presentes, para casa felizes por terem resolvido tudo.
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sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

2017 foi o ano da diversidade. 2018 precisa ser o da inclusão


Comecei este ano com uma previsão, feita aqui no LinkedIn: 2017 seria o ano da diversidade. Não era um chute ou um palpite vazio. A reflexão foi feita a partir da observação dos movimentos que acontecem na sociedade e também no universo das marcas e empresas.

E de fato 2017 foi um ano importante. Nunca se falou tanto sobre diversidade nas organizações que atuam no Brasil. Cada vez mais executivas e executivos têm estimulado discussões sobre respeito, assédio e promoção da igualdade a todas as pessoas, independentemente de gênero, raça, condição física ou orientação sexual.

Algumas empresas têm atentado para o seu papel na apresentação de soluções para os maiores problemas do país, o que passa por uma discussão sobre os desafios do mercado de trabalho. Se é verdade que neste momento temos uma massa de pessoas desempregadas, também é fato que mesmo nos tempos de bonança as oportunidades sempre foram muito mal distribuídas.

E não é preciso nenhuma pesquisa muito elaborada para atestar isso. Basta comparar o Brasil que vemos nas ruas, na hora em que saímos para almoçar, com aquele que aparece na maior parte dos nossos escritórios, quando voltamos da pausa.

Nossa população é majoritariamente negra (54%) e feminina (51%). Outros milhões são LGBT + e muitos outros têm algum tipo de deficiência (23,7%). Nossas empresas, porém, são quase sempre muito iguais: o topo é branco e masculino.

Mulheres representam pouco mais de 10% dos conselhos de administração e pessoas negras não alcançam 5% entre os diretores das 500 maiores empresas do país, segundo dados do Instituto Ethos. As pessoas com deficiências, apesar dos avanços incentivados pela Lei de Cotas, seguem à margem das posições de maior prestígio. Muitas lésbicas e gays estão no armário em seus trabalhos (65%) e pessoas trans raramente têm acesso ao mercado formal.

Esse ciclo de exclusão prejudica nosso crescimento como sociedade, empresas e indivíduos. Um país que não dá oportunidades iguais a seus cidadãos não prospera de forma contundente; organizações que não se preocupam com a diversidade perdem em termos de engajamento e inovação; e pessoas que não convivem com as diferenças não exploram todo seu potencial.

Apesar das tantas carências e de alguns tropeços, em 2017 vimos esta pauta ganhar mais espaço. Não foi fácil e este processo aconteceu às custas de alguns embates, inclusive com alguns que não gostaram de ter seus espaços de privilégio questionados.

"Avançamos ou retrocedemos?", costumam me perguntar. "Avançamos em meio a retrocessos e retroagimos em meio a avanços", é o que costumo responder. É o paradigma da complexidade. Não existem respostas prontas ou fáceis no mundo atual.

Porém, se 2017 foi o ano da diversidade e muitas conversas se estruturaram, 2018 precisa ser o ano da inclusão, com ações ainda mais efetivas. Não que os debates devam parar, muito pelo contrário. É necessário discutir - e muito! - sobretudo em algumas indústrias, culturas ou ambientes mais resistentes (alô, empresas nacionais, precisamos de vocês!).

Mas tão importante quanto falar é se engajar com objetivos, metas e compromissos públicos. Falando concretamente, quantas pessoas com deficiências você pretende promover em 2018? Quantas negras e negros quer ver em seu quadro de gestores? E a taxa de retorno após a licença-maternidade, em qual patamar você espera que ela esteja no fim do ano que vem? Quantas pessoas trans você pretende entrevistar nos processos seletivos?

Refletir sobre essas perguntas é importante para estabelecer indicadores e acompanhar a evolução de nossas ações. Que em 2018 a gente possa avançar ainda mais em termos de diversidade, mas, acima de tudo, que este seja o ano da inclusão.

Isso depende da mobilização das empresas, governos, ativistas e entidades civis. Mas depende também do nosso engajamento pessoal, da nossa insatisfação com as injustiças, da nossa empatia, solidariedade e vontade de construir um país mais inclusivo para todas as pessoas. Vamos juntos?

 Ricardo Sales é consultor de comunicação e diversidade e pesquisador na ECA/USP, onde se graduou e defendeu mestrado sobre o políticas de diversidade nas organizações. Atua para grandes marcas e empresas. É professor e palestrante. Em 2017, foi eleito um dos brasileiros mais influentes do ano no tema LGBT nas organizações pela Out&Equal, maior organização do mundo neste tema.


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sábado, 2 de dezembro de 2017

Sem pernas, pedreiro de Araraquara supera desafios

Esta é a história de vida do Lima, um senhor de Araraquara, interior de São Paulo, que perdeu as duas pernas em virtude de complicações resultantes do vício em cigarro, mas continua atuando na profissão de pedreiro e eletricista.


Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=iKgGixRmUI8
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