sábado, 31 de julho de 2021

O sistema Braille no mundo



 Inventado em 1825, o Sistema Braille foi empregado inicialmente por Louis Braille e seus alunos no Instituto Real de Jovens Cegos de Paris. Em 1829, a administração do Instituto Real de Jovens Cegos publicou, com a intenção de difundir e divulgar oficialmente o sistema, um livro intitulado "Método de palavras, escritas, música e canções por meio de sinais, para uso dos cegos e adaptados para eles". Uma nova edição desse método foi feita em 1837 com algumas modificações.

 

O sistema de sessenta e três sinais que conhecemos até hoje foi então codificado. Somente em 1847, entretanto, devido à política interna do próprio Instituto Real, voltou a ser utilizado o Sistema Braille para a impressão de livros por essa instituição, sendo proclamado oficialmente. Em 1854, o Instituto publicou em Braille o primeiro trabalho em língua estrangeira: um livro de leitura em português. Os recursos para essa impressão foram doação pessoal do Imperador do Brasil.

 

Paris finalmente venceu e outras cidades da França foram seguindo seus passos na medida que as escolas especiais eram criadas nas províncias. A adoção do Sistema Braille na Europa foi mais lenta. Em 1860, foi impresso o primeiro livro em Sistema Braille fora da França, em Lousane, na Suíça. Apesar da incontestável vantagem do Braille, a completa adoção do sistema levou muitos anos.

 

De 1860 a 1880, o Sistema Braille foi adotado em toda a Europa, em sua forma original, com pequenas alterações devidas às particularidades de cada língua. Mas a luta pela introdução do sistema em outros países fora da Europa esta longe de terminar.

 

Na América do Norte, o Sistema Braille foi introduzido em 1860, mas houve muita relutância em sua aceitação. Somente em 1918, após quinze anos de trabalho de um comitê especial, a unificação foi possível. O comitê aceitou o Braille francês inicial, restabelecendo a uniformidade não só no próprio país como entre os Estados Unidos e a Europa. Em 1932, foi feito um acordo para o estabelecimento da unificação do Sistema Braille padrão da língua inglesa.

 

Na Ásia, as primeiras adaptações do Braille às línguas não européias datam do período de 1870 a 1880. O Braille foi adaptado inicialmente às línguas mais conhecidas e toda a honra da introdução do Braille na Ásia, África e nos territórios mais longínquos cabe aos missionários europeus e americanos.

 

Nos seus postos avançados e isolados, eles procuraram dar atendimento aos cegos que chegavam às missões e, sem premeditação, criaram as primeiras escolas para cegos nessas regiões. Para proporcionar um ensino sistemático, os missionários fizeram o melhor que lhes foi possível para adaptar o Braille aos seus dialetos.

 

O Braille no Extremo Oriente teve grande dificuldade para ser introduzido. Foi preciso muito esforço e criatividade para condensar os longos alfabetos a fim de exprimir os milhares de ideogramas utilizando as sessenta e três combinações do sistema.

 

A introdução do Braille foi então sendo feita através das adaptações necessárias a cada língua ou dialeto, de uma forma desordenada. Entretanto, em 1949, a Índia fez um apelo à UNESCO para que essa organização mundial contribuísse de alguma forma positiva para a racionalização do Braille nas diversas partes do mundo.

 

Os sessenta e dois anos de discussões e estudos sobre as diversas aplicações do Braille foram sem dúvida inevitáveis. Mas, diante dessa solicitação da Índia, o Conselho Executivo da UNESCO reconheceu a importância internacional do problema, decidindo que aquele organismo deveria contribuir ativamente para encontrar uma solução satisfatória tanto aos governos quanto aos cegos de todo o mundo. A UNESCO aceitou o desafio e começou os seus trabalhos sobre o Sistema Braille em primeiro de julho de 1949, terminando-o em 31 de dezembro de 1951.

 

Em março de 1950, realizou-se a Conferência Internacional de Braille, em Paris. Para essa reunião, foram convidados especialistas em Braille das diversas zonas lingüísticas, especialistas na educação de cegos e dirigentes de imprensas Braille.

 

Os técnicos convocados pronunciaram-se a favor de um Sistema Braille mundial unificado e estabeleceram os princípios sob os quais esse sistema deveria ser baseado. O estabelecimento do Braille mundial e as modalidades de sua aplicação nas principais línguas constituiu a fase seguinte dos trabalhos.

 

A Conferência Geral da UNESCO autorizou a convocação de reuniões regionais para a elaboração de um código Braille uniforme aos países de fala árabe como Egito, Iraque, Jordânia, Líbano, Paquistão, Irã e Síria, além de Sri-Lanka, Índia e Malásia. Outras conferências regionais também foram realizadas para a unificação do Braille abreviado para o português e espanhol.

 

Uma das recomendações da Conferência Geral da UNESCO, da qual participou um delegado da Fundação Dorina Nowill para Cegos, reunida em março de 1950 em Paris, era que fosse criado um Conselho Mundial de Braille para promover a adoção do Sistema Braille unificado para o uso normal e códigos especiais de matemática e música.

 

O Conselho Executivo da UNESCO, levando em consideração esse pedido, autorizou em outubro de 1951, o funcionamento provisório, sob a forma de um Comitê Consultivo, do Conselho Mundial de Braille diretamente ligado à UNESCO, que passou a funcionar oficialmente em 1952.

 

A primeira comissão indicada para estuda a criação do Conselho definiu a sua composição, as suas funções e os seus estatutos, propondo também os membros que deveriam fazer parte do mesmo. Atualmente, o Conselho Mundial de Braille faz parte integrante da União Mundial de Cegos, como um de seus comitês.

 

Todas essas resoluções, explicações e instruções sobre o uso do Braille por extenso e abreviado foram publicadas pela UNESCO em 1954 no livro "A escrita Braille no mundo". Essa publicação encontra-se esgotada. Em 1975, foi indicada uma nova comissão do então Conselho Mundial para o Bem-Estar dos Cegos para estudar a edição desse mesmo livro, atualizado e revisto.

 

A música também foi objeto de estudos, a partir de 1929, por ocasião da realização da Conferência Internacional de Braille. Entretanto, foi impossível um acordo total sobre o código de notações musicais. Nova conferência foi organizada pela UNESCO, pela União Mundial de Cegos e pelo Conselho Mundial de Braille, em Paris, em 1954, da qual participou um delegado brasileiro, representante da Fundação Dorina Nowill para Cegos.

 

Como consequência do trabalho dos especialistas reunidos nessa conferência, surgiu o "Manual Internacional de Notações Musicais em Braille". Essa publicação, compilada por H. V. Spanner e publicada pelo Conselho Mundial de Cegos, estabeleceu normas gerais para a transcrição de músicas para o Sistema Braille. Embora não seja de uso universal, a maioria dos países tomam-no como base para a aplicação do Sistema Braille à música, em todos os seus aspectos e para todos os instrumentos musicais.

Fonte: primeiro livro em braile - Bing

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sexta-feira, 16 de julho de 2021

terça-feira, 6 de julho de 2021

Estatuto da pessoa com deficiência - 06 de Julho



O que é e para que serve o estatuto da pessoa com deficiência? O estatuto da pessoa com deficiência é um conjunto de leis, deveres e direitos de pessoas que possuem algum tipo deficiência, criado para melhorar as condições básicas e trabalhistas. P assou a vigorar no ano de 2016, desde então, beneficia milhares de pessoas diariamente.

Acesse o Estatuto aqui: Clique para ler

 

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domingo, 9 de maio de 2021

Quem é a mãe? Homenagem deste dia.. 09 de maio de 2021

 Mãe. Mãe é quem fica.

Depois que todos vão.

Depois que a luz apaga. 

Depois que todos dormem.

Mãe fica.

As vezes não fica em presença física. 

Mas mãe sempre fica. 

Uma vez que você tenha um filho, nunca mais seu coração estará inteiramente onde você estiver. 

Uma parte sempre fica.

Fica neles. 

Se eles comeram. 

Se dormiram na hora certa. 

Se brincaram como deveriam.

Se a professora da escola é gentil. 

Se o amiguinho parou de bater.

Se o pai lembrou de dar o remédio.

Mãe fica. 

Fica entalada no escorregador do espaço kids, pra brincar com a cria. 

Fica espremida no canto da cama de madrugada pra se certificar que a tosse melhorou. 

Fica com o resto da comida do filho, pra não perder mais tempo cozinhando.

É quando a gente fica que nasce a mãe. 

Na presença inteira. 

No olhar atento.

Nos braços que embalam.

No colo que acolhe.

Mãe é quem fica. 

Quando o chão some sob os pés. 

Quando todo mundo vai embora. 

Quando as certezas se desfazem. 

Mãe fica.

Mãe é a teimosia do amor, que insiste em permanecer e ocupar todos os cantos.

É caminho de cura. 

Nada jamais será mais transformador do que amar um filho. 

E nada jamais será mais fortalecedor que ser amado por uma mãe.

É porque a mãe fica, que o filho vai. 

E no filho que vai, sempre fica um pouco da mãe: 

Em um jeito peculiar de dobrar as roupas.

Na mania de empilhar a louça só do lado esquerdo da pia.

No hábito de sempre avisar que está entrando no banho.

Na compaixão pelos outros. 

No olhar sensível. 

Na força pra lutar.

No coração do filho, mãe fica.

Bruna Estrela

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domingo, 25 de abril de 2021

sexta-feira, 23 de abril de 2021

Dia Nacional da Educação de Surdos - 23 de abril

 


   Em 23 de abril, é celebrado o Dia Nacional da Educação de Surdos, também conhecido como Dia Nacional do Deficiente Auditivo. A data tem como intuito sensibilizar a população mediante a situação das pessoas com a audição imperceptível e ressaltar a luta por condições de vida, trabalho e educação mais apropriada para melhorar a qualidade de vida. 

     Segundo o Ministério da Educação (Portal do MEC), números do Censo Escolar de 2016 registram que o Brasil possui, na educação básica, 21.987 estudantes surdos, 32.121 com deficiência auditiva e 328 alunos com surdocegueira, incapacidade total ou parcial de audição e visão, simultaneamente.

     Tratando-se da aprendizagem, a surdez é uma das doenças mais complexa entre as deficiências para serem trabalhadas dentro da sala de aula. O melhor recursos, é praticar atividades visuais a fim de perceber as expressões faciais dos alunos demonstrando compreender o conteúdo, além de estimular os outros estudantes a acolherem os colegas e aprenderem juntos. 

Fonte: DIA NACIONAL DA EDUCAÇÃO DE SURDOS - Cruz Azul (cruzazulsp.com.br)

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